Descrição de chapéu Rock in Rio

'O rock sempre volta', diz baixista do Nickelback, que toca no Rock in Rio

Com mais de 20 anos de estrada, grupo se tornou a maior banda já saída do Canadá

Ivan Finotti
Rio de Janeiro

O nome da banda canadense Nickelback vem de um fato prosaico na vida do baixista Michael Kroeger. Trabalhando em uma Starbucks em Vancouver nos anos 1990, ele não sabe dizer quantos cafés vendeu, mas lembra de quanto custava cada um: CA$ 1,45.

Como quase todo mundo pagava com uma moeda de um dólar canadense e outra de 50 centavos, ele devolvia 5 centavos, moeda apelidada de níquel naquele país. “Aqui está seu níquel de troco”, ele disse milhares de vezes. Em inglês, “Here is your nickel back”.

“E assim foi batizada a banda [risos]”, ele conta, em entrevista à Folha antes de vir ao Brasil para dois shows, um no dia 3/10, em São Paulo, e outro no dia 6, no Rio.

Mais de 20 anos na estrada depois, o Nickelback se tornou a maior banda de rock já saída do Canadá, com vendagens em patamar superior a 60 milhões de discos.

“O som da nossa banda é uma mistura da cabeça de nós quatro. Chad [Kroeger, seu irmão, guitarrista e vocalista] ouve muito rock clássico. Ryan [Peake, outro guitarrista] gosta muito de country. Daniel [Adair, baterista] é fã de rock progressivo. E eu ouço heavy, heavy, heavy metal”, diz, declarando-se fã dos mascarados do Slipknot e dos mineiros do Sepultura.

“Assim, eu diria que tem algo no Nickelback para todo mundo. De canções de amor ao rock pesado passando por tudo que existe no meio desses dois gêneros.”

A banda já lançou nove discos em sua carreira. Foi o quinto, “All the Right Reasons”, de 2005, que colocou o Nickelback no número um da parada americana, e em segundo na Inglaterra.

O último, “Feed the Machine”, de 2017, é a base para a turnê atual. Para o Rock in Rio, no entanto, Michael diz que estão preparando algo um pouco diferente dos shows mais recentes.“Vamos tocar muitos hits. E estamos pensando em algumas coisas especiais. Mas ainda não sabemos o quê.” (A entrevista aconteceu há duas semanas).

Quando você conversa com o integrante de uma banda canadense, é impossível não perguntar a ele sobre o maior roqueiro daquele país, Neil Young.

“Bem, não acho que você vá encontrar uma influência nítida de Neil Young em nosso som, mas está lá, com certeza. Neil Young é muito mais que um artista, ele é um ícone cultural. É como dizer que você foi influenciado pelos Beatles. Ora, todo grupo de rock foi influenciado pelos Beatles. E Neil Young é desse tamanho.”

Michael também deu o nome anterior do Nickelback, quando eles eram um grupo cover que tocavam rock em bares e atendiam pelo nome de “Village Idiots”. “Porque era tudo ridículo”, afirma, sem falsa modéstia.

Preparando-se para tocar em um festival em que não é a atração principal (Muse e Imagine Dragons tocam após eles no Rock in Rio), Kroeger não se assusta com um público que não esteja familiarizado com a banda.

Nem com o atual momento de baixa do rock, quando a juventude parece mais interessada em funk, pop, rap ou eletrônico.

“Essas coisas vêm e vão. Mas o rock sempre volta. Não há substituto para o som de uma boa guitarra. Há períodos que a força diminui e estamos num deles. Mas o rock será forte de novo.”

Nickelback - Em São Paulo: Festival Itaipava de Som a Sol

  • Quando 3/10 (quinta), às 21h30
  • Onde inásio do Ibirapuera - R. Manuel da Nóbrega, 1361
  • Preço De R$ 300 a R$ 650

Nickelback - No Rio de Janeiro: Rock in Rio

  • Quando 6/10 (domingo), às 20h10
  • Onde Parque Olímpico
  • Preço Esgotado
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