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Prudente de Moraes, o primeiro presidente civil, enfrentou guerra e atentado

Quarto livro da Coleção Folha aborda o governo conturbado do advogado nascido em Itu (SP)

São Paulo

Primeiro presidente civil do país, Prudente de Moraes teve que lidar com uma resistência expressiva dos admiradores do militar Floriano Peixoto, o mandatário que o antecedeu.

Sob o pseudônimo de Gravoche, o escritor e jornalista Artur de Azevedo escreveu: “Vai-se o marechal ingente/ Vai-se o grande alagoano/ E eu, leitor, digo somente / Seja, Prudente, um Floriano”. 

Os florianistas apelidaram o presidente nascido em Itu (SP) de Prudente Demais.

Esse, porém, não foi o maior obstáculo da gestão, que se estendeu de 1894 a 1898. Poucos presidentes encararam tantas turbulências como ele. 

Prudente e o seu sucessor, Campos Salles, ambos do PRP (Partido Republicano Paulista), são os temas do quarto volume da Coleção Folha - A República Brasileira. Escrito pela historiadora Márcia Juliana Santos, o livro chega às bancas no próximo domingo (6).

Além de crises econômicas, Prudente enfrentou a Revolução Federalista e a Guerra de Canudos. A primeira, no sul do país, opôs os “maragatos” (defensores de um parlamentarismo descentralizado) e os “pica-paus” (favoráveis a um presidencialismo nas mãos de um mandatário forte). 

Cerca de 10 mil pessoas morreram ao longo dos confrontos. 

A segunda ocorreu no interior da Bahia. Os seguidores do beato Antônio Conselheiro, vistos pelo governo federal como monarquistas insurgentes (um equívoco), foram dizimados pelo Exército. Pelo menos 20 mil morreram.

Como se não bastasse, houve ainda um atentado contra Prudente. Um soldado tentou matar o presidente, mas acabou esfaqueando o ministro da Guerra, marechal Bittencourt, que morreu na hora.

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