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Semana de moda de Milão acaba com selva de Dolce & Gabbana e Gucci asséptica

Último dia de evento também teve protesto de uma modelo durante o desfile de grife italiana

AFP

A Semana de Moda de Milão terminou neste domingo (22) com dois grandes desfiles da Dolce & Gabbana e da Gucci. Em meio a uma luxuosa selva, a Dolce & Gabbana apresentou sua nova coleção de primavera-verão 2020. 

O Metropol, antigo cinema que hoje é a sede principal da marca, foi tomado por plantas exóticas, enquanto a passarela foi decorada com uma estampa de leopardo. 

As modelos se vestiam como se estivessem indo a um safári, com jaquetas, shorts ou macacões de sarja, mas de salto fino, lábios pintados e lenços de seda nos cabelos. 

A exuberância deu o tom da passarela: as estampas de girafas, zebra, oncinha e tigre se combinavam com motivos tropicais, como folhas de bananeira e palmeira ou frutas exóticas

Os penteados, os acessórios e o corte, contudo, remetiam à Sicília dos anos 1950. Monica Bellucci assistiu ao desfile com seus amigos, bem como a atriz Sofia Vergara. 

Já a Gucci fechou a Fashion Week convidando o público a entrar em um laboratório enigmático, no qual Alessandro Michele, diretor artístico da casa, pretende criar uma mota antídoto contra a normal social. 

passarela móvel com modelos usando roupas brancas monocromáticas
Desfile da Gucci na Semana de Moda de Milão - Reprodução/Instagram

Em meio a muitos jogos de luz, os modelos trajando a nova coleção de primavera-verão 2020 da Gucci desfilaram em uma passarela móvel. 

A coleção lembra os anos 1970, com calças largas, lapelas largas nas jaquetas, vestidos longos monocromáticos e óculos quadrados. As criações também se inspiraram em uniformes de trabalho, com acessórios emprestados do universo BDSM, como chicotes.

Durante o desfile, a modelo Ayesha Ton Jones fez um protesto contra a grife. Ela levantou suas mãos e, nas palmas, havia a frase "mental health is not fahsion" (saúde mental não é moda).

Nas redes sociais ela fez críticas às jaquetas largas e brancas da marca por fazerem alusão às roupas usadas por pacientes do sistema de saúde mental. Ela disse que era de "mau gosto" a Gucci usar esse "imaginário como conceito de um momento fashion".

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