Descrição de chapéu Leonardo da Vinci, 500

Justiça italiana suspende empréstimo de obra de Da Vinci para o Louvre

Países vizinhos disputam obras do renascentista para mostras nos 500 anos de sua morte

AFP

A Justiça italiana suspendeu na terça (8) a autorização para sair do país da obra "O Homem Vitruviano", famoso desenho do artista renascentista Leonardo da Vinci, que seria emprestado ao Louvre, anunciou a associação Italia Nostra.

O tribunal administrativo regional do Vêneto, que deve se manifestar sobre a decisão no dia 16 de outubro, recebeu uma ação da associação italiana de defesa do patrimônio, que sustenta que esse empréstimo constitui uma violação do código de propriedade cultural do país.

Segundo a orientação "não podem sair do território os bens que constituem as principais atrações de uma seção específica" de um museu, galeria de arte, biblioteca, coleção de arte ou bibliográfica.

O tribunal também suspendeu o acordo firmado na capital francesa em setembro entre o Ministério da Cultura italiano e o Louvre para o intercâmbio de obras de Leonardo da Vinci e do pintor Rafael.

Em virtude deste acordo, cinco obras de Rafael, duas pinturas e três desenhos, assim como dois estudos de desenho de Giovanni Francesco Penni, todos eles atualmente no Louvre, seriam emprestados à Itália para a exposição Rafael, que será aberta em março de 2020 no palácio Quirinal, em Roma.

 

O governo italiano anterior, no qual a Liga Matteo Salvini tinha um peso preponderante, não era a favor de emprestar as obras e não era a favor da exposição no Louvre, destacando que o grande mestre renascentista, que morreu há 500 anos, era originalmente italiano, apesar de ter vivido seus últimos três anos na França.​

O Ministério da Cultura italiano classificou a decisão do tribunal como "incompreensível".

 
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