'Não é para fazer política no meio de peças', diz presidente da Caixa Cultural

Presidente da Caixa disse que acha que não há censura no ato da instituição cultural

São Paulo

Em reportagem publicada pelo Jornal Nacional na terça-feira (8), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que a Caixa Cultural está fazendo restrições a temas que ele não avalia como censura.

Guimarães falou que as seleções feitas neste ano "têm contratos normais". "Agora a seleção é para falar da sua peça, não é para você no meio de uma peça fazer seu posicionamento político. A gente não fez numa contratação para fazer posicionamento político. Então não há censura."

A reportagem cita texto publicado pela Folha em que funcionários admitem que há um filtro por temas, como LGBT ou sobre ditadura militar.

A reportagem da Globo também citou que no último sábado (4), Jair Bolsonaro "admitiu restringir algum tipo de obra, negando que houvesse censura".

O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães - Marcelo Camargo/Agência Brasil

"A gente não vai perseguir ninguém. O Brasil mudou. Com dinheiro público não veremos mais certos tipos de obra por aí. Mas isso não é censura. Isso é preservar os valores cristãos. É tratar com respeito a nossa juventude. É reconhecer a família como uma unidade familiar".

 

Já existem investigações no Ministério Público Federal apurando se as estatais e o governo estão praticando censura. 

No Rio de Janeiro, a Justiça suspendeu uma portaria de Osmar Terra, ministro da Cidadania, na qual ele extinguiu um edital da Ancine, a Agencia Nacional de Cinema, onde havia produções LGBT. 

Na última semana, o Ministério Público Federal também ajuizou ação no MPF de Pernambuco para que a peça Abrazo, que fala de ditadura e também teve temporada acancelada, volta a entrar em cartaz. 

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