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Na TV, Vereza diz que nunca foi entrevistado sobre filme, mas falou à Folha há um ano

No programa 'Conversa com Bial', ator disse que apresentador foi o único a procurá-lo para falar sobre seu longa

São Paulo

O ator Carlos Vereza disse, durante participação no programa “Conversa com Bial” nesta segunda (11), que Pedro Bial foi o único jornalista a entrevistá-lo sobre seu filme “O Trampo”, que marca sua estreia na direção de longas. 

“Nenhuma pessoa da mídia me chamou para falar mal ou bem do meu filme, só você [Pedro Bial] teve essa gentileza de me convidar”, afirmou Vereza, atribuindo a falta de interesse pelo trabalho a seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro ao Planalto. 

homem em fundo cinza olha para o lado
Retrato do ator Carlos Vereza - Reinaldo Canato/Folhapress

Em novembro do ano passado, contudo, Folha entrevistou o ator sobre seu filme, em que o carioca dirige a si mesmo no papel de um gângster envelhecido. Vereza exibiu o filme ao elenco e à reportagem da Folha num estúdio em São Conrado, no Rio de Janeiro.

"A ideia veio de fazer um filme que não estivesse condicionado ao corte de cena, à explosão e tal", disse, na época, quando questionado sobre a gênese da obra.

Ainda no mês de novembro, o ator esteve no auditório do jornal, em São Paulo, para participar de um debate sobre guerras culturais, do qual também participaram os cineastas Josias Teófilo —que também foi entrevistado no programa de Bial nesta segunda— e Luiz Bolognesi, além da atriz Gabriela Loran.

Entrevista com o ator Carlos Vereza publicada na página C5 do caderno Ilustrada,  no dia 16 de novembro pelo jornal Folha de S.Paulo
Entrevista com o ator Carlos Vereza publicada na página C5 do caderno Ilustrada, no dia 16 de novembro pelo jornal Folha de S.Paulo - Reprodução

O ator e cineasta ainda deu entrevista ao jornal O Globo, em março deste ano, quando o filme foi exibido numa pré-estreia para convidados num cinema no Rio de Janeiro.

No filme, Vereza e o colega mais jovem, vivido por Leon Góes, aparecem num quarto de hotel imundo —quase todo o filme transcorre ali— logo após terem assassinado uma juíza (Secy Jannuzzi). O ator e diretor fez o filme de R$ 300 mil sem recursos públicos por uma questão "de princípios".

"Está muito confusa essa história da Lei Rouanet. Não tenho nada contra. Acho uma lei boa, mas foi usada até para casamento, batizado", disse na entrevista à Folha. " É um jogo de marketing que me cansa. Tô fora, bicho."

Ex-militante do Partido Comunista, Vereza foi um dos poucos atores que declararam voto no presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele visitou o então candidato no hospital enquanto se recuperava da facada que ele sofreu durante a campanha e leu trecho da Bíblia pedindo a sua recuperação. 

A reportagem não conseguiu contatá-lo após ligar diversas vezes para seu telefone celular.

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