Pinacoteca segue passos do MoMA e vai exibir mais minorias em mostra de acervo

Programação do ano que vem ainda inclui obras de Andy Warhol e de arte indígena

São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo seguirá o exemplo do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York. Assim como a instituição nova-iorquina, que decidiu reorganizar sua exposição de acervo de modo a incluir mais minorias, o museu paulistano anunciou que sua mostra permanente, no prédio da Luz, contará com mais obras de mulheres, negros e indígenas a partir de julho do ano que vem.

Ao contrário do MoMA, porém, a Pinacoteca abandonará também a ordem cronológica, misturando épocas e linguagens em favor de um “percurso mais dinâmico”, segundo o curador Jochen Volz.

Não é a única exposição do museu a buscar novos olhares sobre a história da arte em 2020.

Ainda no mês de julho, ele inaugura uma mostra de arte contemporânea indígena composta por pinturas, vídeos, fotografias, instalações e performances.

Trabalho de Hudinilson Jr., artista que ganhará retrospectiva na Pina Estação, em 2020
Trabalho de Hudinilson Jr., artista que ganhará retrospectiva na Pina Estação, em 2020 - Divulgação

A programação do ano que vem inclui ainda outras nove mostras, divididas entre o casarão da Luz e a Estação Pinacoteca e guiadas pelas relações entre a arte e o espaço urbano.

Na sede principal, outro destaque é uma revisão da arte dos Estados Unidos do século 20, como obras de Andy Warhol, Edward Hopper, Cindy Sherman, Barbara Kruger e outros. Elaborada em parceria com a Terra Foundation, ela tem início em agosto.

Uma retrospectiva da dupla Osgemeos, a primeira do país, dá início ao calendário expositivo, em março. A panorâmica revisita a obra do duo desde o seu início no grafite, nos anos 1980.

Já o octógono, espaço que recebe intervenções de artistas convidados, será ocupado pelo paulista André Komatsue pela mineira Lais Myrrha — a última, destaque da Bienal de São Paulo retrasada.

Enquanto isso, a Estação Pinacoteca dá continuidade a seu projeto de revisitar as trajetórias de artistas brasileiros consolidados.

Hudinilson Jr., artista morto há seis anos e famoso pelas xerografias do próprio corpo, terá sua obra revista de março a agosto, numa exposição pensada a partir de uma doação recente da família à instituição.

A gravurista de origem polonesa Fayga Ostrower e o escultor José Damasceno são outros contemplados pelo programa, em setembro e em novembro, nesta ordem.

A pioneira da videoarte e da performance americana Joan Jonas é outra que protagoniza uma exposição ali, a partir do mês de maio.

Por fim, uma festa de gala celebra os 115 anos do museu.

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