Anos de aflição: como o streaming e a diversidade mudaram a TV desde 2010

Protagonistas fortes, conteúdo de nicho, ascensão da cultura geek e invasão de drag queens foram destaques

São Paulo

O termo streaming parece ser recorrente em diversas áreas da cultura. Da música ao cinema, ele alterou, nos últimos anos, hábitos de consumo e redesenhou o tabuleiro no qual se enfrentam as principais empresas desses setores.

Com a televisão não poderia ser diferente, afinal, a Netflix despontou nos anos 2010 como uma das maiores empresas de mídia do globo, justamente com uma abordagem que bate de frente com a TV tradicional.

Os últimos dez anos também viram a ascensão da diversidade no conteúdo televisivo, das superatrizes de "Big Little Lies" às drag queens de RuPaul.

Esses e outros assuntos dominaram a televisão ao longo dos anos 2010. Confira os destaques abaixo.

Fim de uma era...
Em setembro de 2010, a rede de locadoras Blockbuster abriu processo de falência, enquanto a Netflix começava a expandir os seus negócios para o mundo todo —a primeira série original da plataforma de streaming estrearia em 2013.

...E começo de outra
Depois de se firmar como uma das empresas de mídia mais valiosas do globo, a Netflix fez com que serviços de streaming pipocassem mundo afora, caso do Disney+.

Quem é que manda
Os showrunners ganharam status de celebridade e maior controle criativo, o que permitiu o florescer da televisão de nicho —Ryan Murphy se tornou um gigante nesse cenário.

Vida longa à rainha
Com a televisão de nicho, surge "RuPaul’s Drag Race", que além de impulsionar a cultura drag pelo mundo e de fazer de seu apresentador um dos rostos mais populares da TV, mostrou a força do público LGBT.

Mudança de hábito
Com o streaming, o jeito de assistir a séries mudou, assim como as estruturas dos roteiros. Maratonar virou verbo corriqueiro, enquanto os hábitos televisivos se tornaram mais solitários e compulsivos.

Abrindo o leque
No Brasil, as emissoras abertas perceberam que era hora de mudança. Globo investiu em séries e na Globoplay, enquanto a Record apostou em novelas bíblicas.

Invasão britânica
Vieram do Reino Unido alguns dos maiores fenômenos de público e crítica recentes, como "Black Mirror", "Downton Abbey", "Sherlock", "Killing Eve", "Fleabag" e "The Crown".

Ascensão geek
Provável último grande fenômeno da TV tradicional, "Game of Thrones" foi um dos maiores produtos culturais dos anos 2010 e, ao lado da Marvel, fez com que a cultura geek se globalizasse.

Conectividade
Com a explosão de usuários no Twitter, programas começaram a buscar maneiras de se conectar com o público, que passou a interagir em tempo real.

Girl power
Histórias que destacam protagonistas femininas ganharam espaço, tendo como exemplo a Hello Sunshine, produtora de Reese Witherspoon por trás de "Big Little Lies" e "The Morning Show".

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