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'Frozen 2' vai além de protagonistas mulheres e inclui negros e indígenas

Aventura das irmãs Elsa e Anna tem pré-estreia na Comic Con Experience, neste sábado (7)

São Paulo

Além de grudar nos ouvidos da população mundial os versos de “Let It Go” —por aqui, “Livre Estou”—, “Frozen”, marcou época ao subverter os clichês do amor romântico que fizeram a fama da Disney.

No conto de fadas, o príncipe encantado que pede a mão da princesa Anna se revela não só um babaca, como o vilão da história.

Na sequência da trama, que liderou as bilheterias em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e será exibida neste sábado (7), na Comic Con Experience, às 10h —o lançamento oficial no Brasil está marcado para 2 de janeiro de 2020—, os criadores decidiram ir além do protagonismo feminino e avançar em direção a outras pautas contemporâneas.

Pela primeira vez, há um personagem negro, interpretado por Sterling K. Brown, o Randall da série “This Is Us”, além de povos nativos inspirados nos lapões, etnia que vive na Noruega, na Suécia, na Finlândia e no norte da Rússia. O produtor Peter del Veccho conta que alguns de seus representantes serviram de consultores para o filme.

Mais do que trazer à tona esses temas, porém, del Veccho afirma que eles ajudaram a construir a trajetória de amadurecimento de Anna, agora mais velha.

A narrativa começa quando a rainha Elsa, que tem o poder de domar o gelo, ouve um estranho chamado durante os festejos de chegada do outono. Ao seguir as vozes que escuta, no entanto, desperta espíritos ancestrais que forçam a população de Arendelle a fugir do lugarejo.

A solução, anuncia o sábio troll Pabbie, é Anna e Elsa embarcarem numa jornada para descobrirem a verdade sobre o passado do reino. É assim que as irmãs acabam se embrenhando na floresta encantada, enfrentando uma bruma impenetrável ao lado dos fiéis amigos, o camponês Kristoff, a rena Sven, e Olaf, um boneco de neve falante.

No trajeto, transformam-se tal qual a paisagens da Noruega, da Islândia e da Dinamarca que serviram de base para a animação, diz Chris Buck, diretor do longa ao lado de Jennifer Lee.

Separadas durante a maior parte da primeira animação, Anna e Elsa agora andam juntas, embora de novo os poderes da segunda estejam no coração da narrativa. Buck e Veccho contam que a razão para eles embarcaram nessa nova aventura foi justamente explorar as origens desses poderes mágicos.

Não foi desta vez, porém, que Elsa saiu do armário, para decepção de muitos fãs que defendem que a personagem é homossexual. Quando "Frozen 2" foi anunciado, em 2016, eles lançaram uma hashtag pedindo uma namorada para a rainha do gelo, #GiveElsaaGirlfriend.

Parte do motivo pelo qual a protagonista não ter ganhado a tal namorada é que “Elsa não pode ser definida por um relacionamento amoroso”, afirma Buck. “A própria ideia do filme nasceu de pensar o amor de uma maneira diferente. Para mim, há muitos tipos de amor verdadeiro, não apenas romântico, como o familiar”, explica o diretor.

Já a trilha sonora, definida por Buck como um segundo ato musical “mais profundo e emotivo”, inclui uma candidata à ser a nova “Let It Go”. “Into the Unknown”, que conta com vocais da norueguesa Aurora, já ganhou versões da banda Panic! At The Disco e dezenas de covers amadores no YouTube.

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