Política cultural em 2020: segundo ano sob Bolsonaro será ainda mais conservador

Enquanto isso, Prefeitura de São Paulo caminha para se firmar como um polo progressista

São Paulo

O primeiro ano da cultura sob Bolsonaro foi, no mínimo, tumultuado. As discussões sobre a liberdade de expressão se alastraram por diversos campos artísticos, do cinema ao teatro. E, em setembro, acabaram por atingir também a esfera municipal, com a tentativa do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do PRB, de recolher uma HQ da Marvel que trazia um beijo gay durante a Bienal do Livro.

Para 2020, a expectativa é uma guinada conservadora das políticas culturais. O governo parece ter entendido a importância da área e, tendo indicado uma nomes ligados àquele espectro para postos-chave, pode afinar os mecanismos de controle e de direcionamento ideológico.

É do jogo
As estatais não devem repetir paralisações que atingiram a cultura em 2019, com o governo dando sinais de que entendeu a importância política dessa indústria.

Filtro no cinema
Sob comando do pastor Tutuca, não seria uma surpresa se os investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual sofrerem algum direcionamento ideológico.

Censura discreta
Os casos de censura promovidos pelo governo federal tenderão a ganhar menos publicidade se houver maior controle sobre os projetos aprovados em editais.

Oásis
A Prefeitura de São Paulo já dá sinais de que pretende ser um polo progressista na cultura brasileira, em contraponto à cartilha conservadora de Bolsonaro.

Patrimônio em risco
Os órgãos de preservação do patrimônio cultural e histórico perderão mais poder de decisão e verba, como já ocorreu no primeiro ano de governo Bolsonaro.

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