Academia troca chefe dias antes do Grammy devido a 'alegação de má conduta'

A premiação, em 26 de janeiro, seguirá com um chefe interino, disse a organização em comunicado

Gabriella Borter Rama Venkat
Nova York | Reuters

Os organizadores dos prêmios Grammy puseram sua presidente e executiva-chefe, Deborah Dugan, de licença por causa de uma “alegação de má conduta”, disseram em um comunicado, ressaltando que o espetáculo de 26 de janeiro seguirá tal como planejado com um chefe interino.

A Academia de Gravação, cujos membros escolhem os vencedores anuais dos estimados prêmios da indústria musical, informaram em um comunicado enviado por email na quinta-feira (16) que forçaram Dugan a sair de licença “à luz de preocupações ventiladas pelos membros do conselho diretor, inclusive uma alegação formal de má conduta feita por um membro masculino da equipe da Academia de Gravação”.

Deborah Dugan anuncia os indicados ao 62º prêmio Grammy - Jamie McCarthy/AFP

A organização não fez mais comentários sobre a natureza da alegação ou da relação de Dugan com ela.

A cerimônia de premiação ocorrerá tal como agendada, disseram, e contará com apresentações de concorrentes a troféus e revelações como Billie Eilish, Lizzo e Camila Cabello.

O presidente do conselho, Harvey Mason Jr., atuará como presidente e executivo-chefe interino até a investigação ser concluída, disse a Academia, acrescentando que dois investigadores independentes de uma terceira parte foram contratados para analisar a suposta má conduta.

Dugan assumiu o cargo em 1º de agosto como primeira mulher presidente e executiva-chefe da entidade.

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