Comitê Internacional para Museus faz apelo à Prefeitura do Rio sobre crise no MAR

No fim de 2019, o Museu de Arte do Rio deu aviso prévio a seus funcionários, mas recebeu um aporte de R$ 451 mil

São Paulo

O Cimam (Comitê Internacional para Museus e Coleções de Arte Moderna, na sigla em inglês) publicou neste sábado (11) um apelo à Prefeitura do Rio de Janeiro.

"O Cimam deseja expressar sua profunda preocupação com a atual capacidade do Museu de Arte do Rio (MAR) de assegurar salários e serviços a partir de 2020."

O comitê pede ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) que mantenha o financiamento público do MAR. Com a crise econômica que atinge a cidade, o repasse de verbas ao Instituto Odeon, entidade que administra o museu, fica ameaçado, diz o comunicado.

O museu fundado em 2013, continua a nota, "conquistou reconhecimento mundial por combinar uma visão artística internacional com programas educacionais e por focar comunidades de baixa renda". A perda das verbas públicas resultariam no colapso do museu, segundo o Cimam.

Em novembro e dezembro de 2019, os funcionários do museu estiveram sob aviso prévio, que foi suspenso, após o MAR receber um aporte de R$ 451 mil da prefeitura —que não fazia repasses desde setembro ao Instituto Odeon. A crise na casa foi motivo de protestos recentes da classe artística.

A falta de recursos comprometia principalmente a folha de pagamento —exposições da instituição são financiadas por programas públicos de incentivo à cultura.

No início de novembro, Evandro Salles, então diretor cultural do MAR, foi demitido e fez críticas à Prefeitura do Rio, à qual atribuiu um "profundo desmantelamento de aparatos culturais e artísticos".

Erramos: o texto foi alterado

Evandro Salles foi demitido em reestruturação no quadro de funcionários do MAR, e não pediu demissão. O texto foi corrigido. 

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