Andy Gill, guitarrista da banda Gang of Four, morre aos 64 anos

Grupo se apresentou no Brasil em novembro de 2018

São Paulo | UOL

Andy Gill, guitarrista e um dos fundadores da banda de pós-punk Gang of Four, morreu neste sábado (1º) por problemas respiratórios. A informação foi confirmada pelo grupo, que lamentou a perda do seu líder no Twitter.

"É muito difícil escrever isso para nós, mas nosso grande amigo e líder supremo morreu hoje", começa a declaração.

O guitarrista Andy Gill
O guitarrista Andy Gill, da banda Gang of Four - Reprodução/Twitter

"A última turnê de Andy em novembro foi a única maneira de ele se curvar: com uma [guitarra] Stratocaster no pescoço, gritando com o coro [dos fãs] e ensurdecendo a fila da frente".

A Gang of Four ainda afirmou que ele estava trabalhando no próximo álbum e turnê, mesmo doente numa cama do hospital.

"Vamos nos lembrar dele pela gentileza e generosidade, sua inteligência corajosa, piadas ruins e histórias loucas. E aconteceu dele ser um tipo de gênio também", acrescenta o comunicado.

"Um dos melhores, sua influência na guitarra e seu processo criativo foi inspirador para nós, assim como para todos que trabalharam com ele", completa.

Gill tocou na Gang of Four desde o início do grupo de Leeds, em 1976, ao lado dos integrantes originais Jon King, Dave Allen e Hugo Burnham. O primeiro single foi lançado em 1978, "Damaged Goods".

Mesmo com diversas mudanças de integrantes, ele se manteve firme como frontman da banda britânica. Seu último trabalho foi o disco Happy Now.

Formado em 1977 na Inglaterra, o Gang of Four está no time das bandas que são mais cultuadas do que famosas. A quantidade de discos que venderam é inversamente proporcional ao número de nomes da música que foram influenciados por eles.

E nomes da música bem diferentes entre si, como Franz Ferdinand, R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Nirvana, The Rapture, TV on the Radio, Portugal, the Man, entre tantos outros.

“Não sei muito bem por que isso acontece”, diz Andy Gill, guitarrista e um dos fundadores da banda. “Ficamos conhecidos por fazer letras que têm conteúdo social e político. Elas se conectam com nossas vidas, com a economia, sociologia. Não importa de onde você venha, são coisas que afetam todo mundo.”

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