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Roman Polanski vence prêmio de melhor diretor no César e atrizes se retiram em protesto

Entre os que deixaram o salão estava Adèle Haenel, que no ano passado disse ter sido abusada quando criança por outro diretor

São Paulo | Reuters

Roman Polanski, que enfrenta acusações de estupro, ganhou o Prêmio César, o Oscar francês, de melhor direção por seu filme O Oficial e o Espião" nesta sexta-feira (28), levando várias atrizes a sair da cerimônia em protesto. 

O filme estreia no Brasil no dia 12 de março.

Atriz Emmanuelle Bercot (esq.) segura o prêmio, ao lado da diretora Claire Denis, após Roman Polanski vencer categoria de melhor direção - Bertrand Guay/AFP

Polanski não estava no evento, a maior noite do calendário do cinema francês, dizendo anteriormente que temia por sua segurança.

Entre os que deixaram o salão prematuramente estava Adèle Haenel, que no ano passado disse ter sido abusada quando criança por outro diretor.

Polanski foi alvo de protestos nas imediações da premiação do César, com manifestantes destacando as acusações de estupro e o anfitrião da cerimônia fazendo afirmações sarcásticas sobre pedofilia.

Antes da premiação, a polícia francesa entrou em confronto com manifestantes do lado de fora da casa de shows Pleyel, e gás lacrimogêneo pairava no ar, disse uma testemunha.

Polanski, de 86 anos, que fugiu dos Estados Unidos para a França no final da década de 1970 depois de admitir ter estuprado uma menina de 13 anos e enfrenta acusações mais recentes de agressão sexual, já tinha dito que não compareceria à cerimônia por temer um “linchamento público”.

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