Prêmio Shell-RJ cancela cerimônia pela 1ª vez por causa do coronavírus

Premiação, no entanto, está mantida; cada um dos vencedores recebe R$ 8.000

São Paulo

A cerimônia do 32ª Prêmio Shell de Teatro no Rio de Janeiro, marcada para a próxima terça (17) no Copacabana Palace, foi cancelada por causa da pandemia de coronavírus, informou a organização.

Em nota, a Shell afirma que a decisão busca reduzir os riscos de transmissão local do vírus. Foram confirmados 16 casos da doença no Rio de Janeiro até agora.

Esta é a primeira vez que a noite da cerimônia é suspensa desde a sua criação, em 1998. A empresa comunicou, no entanto, que a premiação em si será realizada, e os vencedores serão anunciados em breve.

Segundo o regulamento, cada um dos ganhadores das nove categorias do prêmio —dramaturgo, diretor, ator, atriz, cenografia, iluminação, música, figurino e inovação— receberá R$ 8.000.

A cerimônia paulista do Prêmio Shell foi realizada na última terça (10). Na ocasião, os artistas pediram mais patrocínios para a área.

Indicados ao 32º Prêmio Shell de Teatro no Rio de Janeiro

Dramaturgia
Adalberto Neto por “Oboró - Masculinidades Negras”
Pedro Kosovski por “Eu, Moby Dick”
Pedro Paulo Rangel por “O Ator e o Lobo”
Lucília de Assis por “Não Peça”

Direção
Fernando Philbert por “Todas as Coisas Maravilhosas”
Ricardo Santos por "O Rinoceronte”
Marcio Abreu por “Por que Não Vivemos?”
Miwa Yanagizawa por “Nastácia”

Ator
Kiko Mascarenhas por “Todas as Coisas Maravilhosas”
Ricardo Kosovski por “Maracanã”
Marcio Nascimento por “Iago”
Val Perré por “Solano, Vento Forte africano”

Atriz
Analu Prestes por “As Crianças”
Claudia Ventura por “A Verdade”
Stela Freitas por “As Crianças”
Carine Klimeck por “Giz 9”
Letícia Soares por “A Cor Púrpura, o Musical”

Cenário
Fernando Mello da Costa por “Maracanã”
Fernando Mello da Costa por “Solo”
Marcelo Alvarenga por “Por que Não Vivemos?”
Ronaldo Fraga por “Nastácia”
J.C. Serroni por “A Mandrágora”

Figurino
Marina Franco por “Antes que a Definitiva Noite se Espalhe em Latinoamérica”
Tiago Ribeiro por “As Comadres”
Ronaldo Fraga por “Nastácia”
Wanderley Gomes por “Oboró - Masculinidades Negras”

Iluminação
Luiz Paulo Nenen por “Kondima – Sobre Travessias”
Paulo Denizot por “Histórias Veladas”
Ana Luzia de Simoni por “Homem Feito”
Rogério Wiltgen por “A Cor Púrpura, o Musical”

Música
Dai Ramos por “Os Desertos de Laíde”
Wladimir Pinheiro por “As Comadres”
Beà por “Meus Cabelos de Baobá”
Ricco Viana por “Angels in America”

Inovação
Companhia Ensaio Aberto pela ocupação e pelo desenvolvimento do Armazém da Utopia
Junio Santos, Luiz Antônio Rocha e Richard Riguetti pela realização de “Paulo Freire, o Andarilho da Utopia”, que dissemina a obra do renomado educador brasileiro em teatros e espaços públicos
Terreiro Contemporâneo por abrigar companhias de teatro e dança negras e periféricas, constituindo um quilombo urbano
Frente Teatro RJ pela proposta de atuação em rede, articulação e descentralização da produção teatral no Rio de Janeiro

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