Disney adia filmes da Marvel e 'Indiana Jones 5' devido a coronavírus

'Viúva Negra', 'Mulan' e 'Os Eternos' têm estreias atrasadas por efeitos da pandemia sobre cinemas e gravações

São Paulo

A Disney, estúdio que controla grandes marcas como Marvel e Pixar, anunciou nesta sexta (3) mudanças no calendário de estreias deste ano devido à crise do coronavírus.

A adaptação live-action de "Mulan", cujo plano original era estrear no último dia 27, foi empurrada para 24 de julho. Todas as datas anunciadas valem, por ora, só para cinemas americanos.

"Viúva Negra", principal aposta dos quadrinhos da Marvel para este ano, já tinha suspendido seu lançamento em abril. Agora foi anunciada a nova data, 6 de novembro, antes separada para a estreia de "Os Eternos", outra produção do estúdio de "Vingadores", que vai para 12 de fevereiro de 2021.

O efeito cascata da Marvel continua: "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis" foi de fevereiro para maio, e a sequência de "Doutor Estranho", que já tinha suspendido suas gravações por causa do vírus, foi adiada de maio para novembro.

O quarto filme de Thor, subtitulado "Love and Thunder", foi de novembro de 2021 para fevereiro de 2022. No mesmo ano, estão mantidas as estreias das sequências de "Pantera Negra" e "Capitã Marvel" para maio e novembro, respectivamente.​

A adaptação da saga juvenil "Artemis Fowl" foi tirada do lançamento dos cinemas em maio e vai estrear exclusivamente na plataforma de streaming Disney+, ainda sem data.

O quinto filme da franquia "Indiana Jones", sobre o qual ainda se sabe muito pouco, foi empurrado um ano para a frente: sairia em julho de 2021, agora deve chegar em julho de 2022. Já "The French Dispatch", novo e estrelado filme do ídolo indie Wes Anderson, saiu de julho de 2020 para novembro deste ano.

Chama atenção uma permanência –"Soul", próximo filme da Pixar, não foi adiado, e a Disney ainda aposta em lançá-lo nos cinemas em 19 de junho.

É uma das poucas estreias que restaram no auge do verão americano. "Mulher Maravilha 1984", por exemplo, foi movido pela Warner de junho para agosto. Os estúdios parecem apostar que dois meses é pouco tempo para que o público volte a encher cinemas após o coronavírus. Por ora, a Disney parece discordar.

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