Descrição de chapéu Coronavírus

Billie Eilish e Taylor Swift cantam sobre esperança no 'festival de lives' Together at Home

Evento de combate à Covid-19 tem performances de Lady Gaga, Elton John e Paul McCartney

Rio de Janeiro e São Paulo

A parte nobre do festival "One World: Together at Home" começou pontualmente às 21h (horário de Brasília) com Lady Gaga, a força motriz por trás de todo o evento. Ela tocou no piano “Smile”, canção de Charles Chaplin, que aparece (em versão instrumental) no final de “Tempos Modernos”.

Sozinho e ao piano, Stevie Wonder entoou "Love's In Need Of Love Today", de seu disco clássico “Songs in th Key of Life”, de 1976.

Paul McCartney foi de “Lady Madonna”, hit dos Beatles, em uma versão num órgão, para homenagear as profissionais de saúde. Estava vestido de camisa branca e colete preto, figurino com o qual costuma se apresentar nos shows.​

Transmitido simultaneamente pelas três grandes emissoras dos EUA, cada uma delas escalou um apresentador para alternar chamar os artistas: Jimmy Fallon, da NBC, Jimmy Kimmel, da ABC, e Stephen Colbert, da CBS. Com exceção deles, todos os demais minishows, de apenas uma canção, parecem gravados previamente e não ao vivo, como prometido.

Kacey Musgraves cantou "Rainbow", em seguida, e foi sucedida por Elton John. O britânico apareceu ao ar livre, talvez no jardim de sua casa, com “I’m Still Standing” (eu ainda estou de pé), canção de 1983 que tem um dos clipes mais ridículos do artista. De óculos com lente cor de rosa, fez uma boa interpretação.

Maluma levou um pouco de espanhol à programação, apresentando "Carnaval" na sequência.​ De gorro e também ao piano, Chris Martin atacou com “Yellow”, a música que lançou o Coldplay em 2000. Sua apresentação foi intercalada com reportagens sobre como voluntários estão atuando para ajudar no combate ao novo coronavírus.

Autoridades sanitárias, como o secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também aparecem para agradecer. Alguns artistas que não estão no panteão dos deuses absolutos do showbusiness são intercalados entre os medalhões. É o caso dos namorados Shawn Mendes e Camila Cabello, por exemplo, que fizeram um dueto em “What a Wonderful World”, standard inesquecível na voz de Louis Armstrong em 1967.

O vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, apareceu tocando um órgão antigo, enquanto cantava uma versão acústica e sombria de “River Cross”. A faixa, que já havia sido tocada por Vedder em seus shows solo, integra o mais recente álbum de sua banda, o recém-lançado “Gigaton”. "River Cross" é uma homenagem a Chris Cornell, amigo de Vedder e vocalista do Soundgarden, que morreu em 2017.

O vídeo, que ainda mostrou mais detalhes do que parece ser um estúdio caseiro do músico, acaba com a imagem de um boneco vestido de profissional da saúde —os homenageados da noite.

Lizzo, cantora que despontou no ano passado e foi um dos destaques do último Grammy, fez um cover. Ela interpretou “A Change Is Gonna Come”, canção de Sam Cooke bastante conhecida na voz de Aretha Franklin, de quem a cantora e rapper americana já declarou ser uma grande fã.

Sozinha em um cômodo, Lizzo mostrou toda sua habilidade vocal, cantando por cima de uma base pré-gravada. “Obrigado a todos que estão trabalhando duro para nos manter seguros, e a todos os que estão ficando em casa, mantendo-se seguros. Amo vocês. Vamos vencer isso. Vamos passar por isso juntos”, ela disse no vídeo.

Depois vieram os Rolling Stones, com cada membro da banda em sua respectiva casa. Os vídeos foram colocados lado a lado na tela, enquanto eles apresentavam “You Can’t Always Get What You Want”, de 1968.

Keith Urban usou um efeito durante sua performance, que fez com que quatro versões de si mesmo aparecessem na tela, como se formassem uma banda. Até sua mulher, a atriz Nicole Kidman, apareceu para dar um "olá". Em seguida, foi a vez do cantor nigeriano Burna Boy e, depois, de Jennifer Lopez.

John Legend se juntou a Sam Smith para a performance. Legend apareceu ao piano, tocando e cantando “Stand By Me”, canção lançada por Ben E. King em 1961, e famosa também na versão de John Lennon, de 1975. Smith surgiu em uma tela ao lado, dividindo os vocais com o cantor e pianista americano.

Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, surgiu com um violão para cantar “Wake Me Up When September Ends”, faixa de “American Idiot”, de 2004. Além do vídeo do cantor, a apresentação foi ilustrada com imagens de ruas, praças e monumentos vazios ao redor do mundo.

Em horário privilegiado, Billie Eilish também decidiu cantar um cover. “Amo essa música, sempre está no meu coração e me faz me sentir bem”, anunciou, antes de puxar “Sunny”, música de Bobby Hebb de 1963 que já foi regravada diversas vezes, de Cher a Frank Sinatra, passando por trilha de filmes e comerciais.
A cantora de 18 anos, sensação do último Grammy, cantou ao lado do irmão, o produtor Finneas, que tocava um órgão.

Tocando piano e em frente a uma parede colorida, Taylor Swift foi uma das últimas cantoras a se apresentar no festival online. Ela cantou uma versão melancólica de sua música “Soon You'll Get Better”.
A faixa saiu no mais recente disco de Swift, “Lover”, lançado em agosto do ano passado. Na versão original, a música —com uma mensagem de esperança, apesar de um verso dizer que diz “isso não vai voltar ao normal” no meio da faixa— tem participação do grupo feminino de country Dixie Chicks.

O evento foi encerrado por uma performance conjunta (mas cada um em sua casa) do pianista Lang Lang com Céline Dion, John Legend, Lady Gaga e Andrea Bocelli, apresentando "The Prayer".

Algumas estrelas participaram não cantando, mas enviando mensagens. Beyoncé apareceu para agradecer os profissionais de saúde. “Hoje, celebramos nossos heróis reais. Aqueles que estão fazendo um sacrifício para nos manter seguros, alimentados e saudáveis”, ela disse.

“Aos médicos, enfermeiros e outro profissionais de saúde que estão longe de suas famílias, tomando conta das nossas. Aqueles na indústria da alimentação, que trabalham fazendo entregas. Os agradecemos pelos serviço de vocês.”

Ela também alertou sobre a situação da população negra dos Estados Unidos. “Americanos negros desproporcionalmente fazem parte destes trabalhos essenciais, e não têm o luxo de trabalhar de casa. E as comunidades de negros nos Estados Unidos estão sofrendo severamente com essa crise. Aqueles do grupo de risco, estão em condições ainda mais graves.”

Beyoncé ainda completou pedindo para que as pessoas não saiam de suas casas. “Este vírus está matando pessoas negras, em uma grande escala [...]. Por favor, se protejam. Sei que é difícil, mas, por favor, fiquem em casa.”

O "One World: Together at Home" é um evento organizado pela associação de enfrentamento à pobreza Global Citizen, fruto de uma parceria com as Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde. Quem assina a curadoria é a cantora Lady Gaga.

Após arrecadar fundos ao longo dos dias que antecederam sua transmissão, o festival tem agora como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de enfrentar a pandemia de coronavírus e agradecer àqueles que estão na linha de frente do combate.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.