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Romances policiais de Garcia-Roza inspiraram filmes e série de televisão

Escritor carioca morreu nesta quinta e estava internado desde o ano passado por causa de um AVC

São Paulo

Um dos grandes nomes da literatura policial no Brasil, Luiz Alfredo Garcia-Roza morreu nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, após ficar meses internado devido a um acidente vascular-cerebral sofrido em 2019.

Apesar de sua produção ficcional ter começado tardiamente, aos 60 anos, seu legado não fica restrito à literatura. Seus romances foram emprestados a roteiristas que o adaptaram para o cinema e a televisão, embora Garcia-Roza não tenha atuado, ele mesmo, no setor audiovisual.

A estreia de sua obra nas telas foi em 2006, quando José Joffily filmou a trama de "Achados e Perdidos". O filme homônimo trazia Antônio Fagundes no papel de um delegado aposentado, que vivia um romance com a prostituta interpretada por Zezé Polessa. Quando ela é encontrada morta, amarrada nua na cama, o protagonista se torna o principal suspeito da polícia.

Antônio Fagundes e Zezé Polessa em "Achados e Perdidos"
Antônio Fagundes e Zezé Polessa em "Achados e Perdidos" - Divulgação

No elenco também estavam Juliana Knust, Genézio de Barros, Ricardo Blat e Babu Santana, atual participante do "Big Brother Brasil". O longa recebeu quatro indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Se passaram quase dez anos até que os personagens criados por Garcia-Roza reaparecessem nas telas. Em 2015, o canal GNT estreou "Romance Policial - Espinosa", inspirado no icônico personagem do escritor e, principalmente, no romance "Uma Janela em Copacabana".

Foram oito episódios com Domingos Montagner no papel do delegado Espinosa, que investiga misteriosos assassinatos de policiais em circustâncias semelhantes. A direção foi de José Henrique Fonseca, filho de Rubem Fonseca, autor também morto nesta semana.

Em 2018, foi a vez de "Berenice Procura" ganhar as telonas, no filme homônimo dirigido por Allan Fiterman. A trama narra a história de uma taxista, vivida por Cláudia Abreu, que vê sua vida pessoal desmoronar diante da violência do marido, o repórter investigativo vivido por Eduardo Moscovis, e da descoberta da sexualidade do filho, personagem de Caio Manhente.

Quando uma cantora transgênero, papel de Valentina Sampaio, é assassinada na praia de Copacabana, Berenice se envolve na investigação. Vera Holtz e Emilio Dantas completavam o elenco principal.

Atualmente em fase de pós-produção, o filme "O Silêncio da Chuva" será o primeiro a adaptar o romance que marcou a estreia de Garcia-Roza na literatura. O personagem central também é Espinosa, que nesta trama precisa investigar o assassinato de um importante empresário.

Lázaro Ramos dará vida ao protagonista, enquanto Cláudia Abreu retorna ao universo de Garcia-Roza para interpretar a ex-mulher do morto, uma refinada estilista e galerista. A direção é de Daniel Filho e ainda não há data prevista para o lançamento.

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