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Ary Fontoura diz que morte de Flávio Migliaccio empobrece a cultura do país

Artistas comentam a morte do ator, encontrado morto nesta segunda-feira (4), no Rio de Janeiro

São Paulo

A morte de Flávio Migliaccio, de 85 anos, divulgada nesta segunda-feira (4), levou diversos artistas a prestarem homenagens ao ator, que ganhou notoriedade na década de 1970 trabalhando na série "Shazan, Xerife e Cia.", exibida na TV pela Globo.

O ator também ganhou destaque em novelas como "Rainha da Sucata”, “A Próxima Vítima”, “Vila Madalena”, “Senhora do Destino” e “Passione”. Um dos papéis mais marcantes de sua carreira foi Chalita, dono de um restaurante árabe em Copacabana, no seriado “Tapas & Beijos”, exibido entre 2011 e 2015.

"Acho que os personagens dele eram cheios de vitalidade, alegres, aventureiros", escreveu o músico Luiz Thunderbird, no Twitter.

O ator Ary Fontoura disse ao Jornal Hoje, da TV Globo, que a morte de Migliaccio deixou "a cultura teatral mais pobre" e agradeceu ao amigo pelos trabalhos no teatro, cinema e na televisão. Assim como Fontoura, a atriz Nicette Bruno disse ao telejornal que o artista se destacava na profissão e que tinha o humor como um diferencial.

"Flávio era assim, visionário, louco, gentil e rabugento. Juntos fizemos a comédia infantojuvenil 'Os Porralokinhas', na chapada dos Guimarães", disse o ator Lúcio Mauro Filho. "Mesmo quando estávamos no set ralando (põe ralação nisso!), ele sempre me divertia com suas histórias."

"Um dos maiores atores que portava o lindo vírus de representar o nosso Brasil com 's'. Estamos profundamente enlutados. Hoje, Aldir Blanc e ele se foram. Nada a fazer a não ser chorar em honra a eles, ouvindo Aldir, e revendo Flávio", disse o ator Matheus Nachtergaele, lembrando o músico Aldir Blanc, que também morreu nesta segunda-feira (4).

O dramaturgo e diretor Walcyr Carrasco lembrou a participação do artista na novela "Êta Mundo Bom!", da qual é autor, e desejou "força para toda a família e amigos" de Migliaccio.

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