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'Em Defesa de Jacob', com Chris Evans, é boa, mas não extraordinária

Na série, filho de casal de protagonistas é acusado de ter matado a facadas um garoto de sua classe

Em Defesa de Jacob

  • Quando Primeiros cinco episódios disponíveis na Apple TV+; sexto episódio fica disponível nesta sexta (15)
  • Elenco Chris Evans, Michelle Dockery, Jaeden Martell
  • Produção EUA, 2020
  • Direção Morten Tyldum

Já ficou claro que “Em Defesa de Jacob”, que terá um total de oito capítulos, é um bom programa. Mas não é ótimo.

Chris Evans, o Capitão América dos filmes da Marvel, interpreta Andy Barber, marido de Laurie Barber, interpretada por Michelle Dockery, a Mary de “Downton Abbey”. O casal tem a vida virada de cabeça para baixo quando o filho adolescente, o tal Jacob do título, é acusado de ter matado a facadas um garoto.

Andy é um promotor público e sua mulher trabalha num centro para crianças. Junto do filho aparentemente normal, levam uma vidinha idílica dessas de classe média alta dos subúrbios americanos. O casal é lindo, se ama, tem dinheiro, gosta do que faz, o filho não dá trabalho.

Mas essa sensação é toda vista em flashback, já que, na primeira cena, Andy aparece, dez meses depois do assassinato, sendo duramente interrogado por outro promotor e com uma aparência péssima.

Como todo thriller, a força da minissérie está na verdade que vai aparecer por trás do crime. Jacob é culpado? Se for inocente, quem cometeu o crime? Cada novo episódio revela um pedaço dessa trama, assim como o esforço do pai em tentar provar a inocência do filho a qualquer preço. A mãe não tem certeza de que não foi Jacob o autor.

Adaptado do best-seller de mesmo nome de 2012, de William Landay, a série tinha tudo para dar certo. É uma produção bem cuidada, a trama é intrincada o suficiente para fazer com que o espectador fique aflito para saber o que aconteceu, mas algumas coisas simplesmente não funcionam.

Uma é o ritmo dos episódios, um pouco lentos demais e algo manipulativos.

O segundo é o casal principal, que, mesmo que interpretado por grandes nomes, simplesmente não convence. Chris Evans é perfeito demais para viver uma pessoa normal, e não tem a envergadura emocional necessária. E Michelle Dockery tem só duas expressões, a cara de assustada e um semblante de alívio, quando parece que algo bom pode acontecer.

O melhor ator no elenco central é o adolescente Jaeden Martell, no papel do garoto acusado, que demonstra a emoção certa em cada passagem, ainda que a maioria delas seja de um certo enfado. Jacob é um menino inteligente, mas, estranhamente, não parece muito atingido pela acusação que sofre e não dá pistas se é um garoto inocente enrolado em uma trama sinistra ou se de fato tem um lado perverso escondido.

“Em Defesa de Jacob” ainda pode se revelar, mas a sensação até aqui é que a trama funcionaria perfeitamente num filme de 120 minutos com um casal principal vivido por atores com mais experiência e menos bilheteria.

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