Louvre lança plataforma de consulta gratuita de todas suas obras

Todas a obras do acervo do museu estão no site, inclusive as que não são expostas

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RFI

O museu do Louvre renova seu site e abre uma nova base de dados onde todas as obras de suas coleções podem ser consultadas gratuitamente.

Com a pandemia de Covid-19, o Louvre foi obrigado a fechar suas portas, mas nem por isso suas obras foram menos admiradas. O ano de 2020 ficou marcado por uma explosão de visitas ao site Louvre.fr (21 milhões) e a presença do museu nas redes sociais aumentou significativamente (10 milhões de seguidores).

Para responder às demandas de seu público numeroso e fiel, o Louvre lança uma plataforma onde todas suas obras, inclusive as que não estão expostas, podem ser vistas. "Esta é uma etapa que foi preparada durante anos com o objetivo de servir ao grande público e a pesquisadores. A acessibilidade está no centro de nossa missão", disse em uma videoconferência o presidente-diretor do museu, Jean-Luc Martinez.

A nova plataforma, collections.louvre.fr, já conta com mais de 482.000 registros ilustrados, o que representa 75% das coleções do Louvre, e substitui a antiga base de dados Atlas, que se limitava às obras expostas.

Segundo seus criadores, a nova base de dados permitirá, a profissionais, pesquisadores e amantes da arte em geral, aprofundar seus conhecimento sobre obras emblemáticas ou consultar séries arqueológicas mais restritas como, por exemplo, fragmentos de antiguidades gregas.

A plataforma cobre também o museu Delacroix, que depende do Louvre, as esculturas do jardim das Tulherias e as obras recuperadas na Alemanha, no pós-guerra, desde 1945, e confiadas aos cuidados do Louvre, esperando uma eventual restituição a seus proprietários.

Os usuários também podem buscar obras expostas nas salas ou em depósitos, em outras instituições ou em reservas, incluíndo as que estão armazenadas no novo e ultramoderno centro de Lévin, na região de Pas de Calais, no norte da França.

Site repaginado

Além da nova plataforma, o site do museu, louvre.fr, também foi repaginado, com o objetivo de ser mais ergonômico, visual, imersivo e narrativo. Para isso, um grande espaço é dedicado à imagem e ao vídeo.

O site é acessível em francês, inglês, espagnol e chinês e concebido prioritariamente para utilização em tablets ou smartphones, já que pesquisas mostraram que 60% das consultas são feitas através destes dispositivos. De acordo com seus idealizadores, ele foi pensado para todos os públicos, de estudantes até os numerosos turistas estrangeiros.

"Existia um apetite do público pelas histórias" em torno das obras e do museu "a qual respondemos", afirmou Dominique de Font-Réaulx, diretora de mediação e de programação cultural, explicando que "as imagens fixas e animadas ganharam mais espaço" para acompanhar as narrativas do maior museu do mundo.

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