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Bienal do Livro do Rio chega ao fim com aumento nas vendas das editoras

Apesar do balanço positivo, feira recebeu 250 mil pessoas, abaixo da expectativa de 400 mil visitantes

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São Paulo

A Bienal do Livro chegou ao fim neste domingo (12) no Rio de Janeiro, com as cerca de 85 editoras que participaram do evento registrando aumento nas vendas de livros na comparação com a edição anterior, de 2019. A organização, porém, não informa o aumento geral nas vendas nem consolida os números dos expositores. O crescimento nos números por editora ficou entre 15% e 120% em relação a dois anos atrás.

O estande do Grupo Editorial Record, por exemplo, teve um aumento de 90% nas vendas, tendo a sua melhor Bienal da história, segundo a empresa. A editora Vozes subiu as vendas em 30%, mesmo crescimento registrado pela Sextante. A Intrínseca vendeu 15% mais livros do que em 2019.

Cerca de 250 mil pessoas passaram pelos três pavilhões da Bienal do Livro na Barra da Tijuca, sendo que 99% dos presentes compraram pelo menos um livro —a média foi de oito livros comprados por visitante. Cerca de 35% do público esteve no evento pela primeira vez, e metade das pessoas tinha entre 18 e 25 anos.

Apesar dos números positivos, o total de visitantes ficou abaixo do projetado. Já havia uma expectativa de número total pessoas mais baixo se comparado às últimas edições por causa da pandemia de coronavírus, mas o total ficou cerca de 40% abaixo da expectativa. A organização esperava 400 mil pessoas, mas apareceram 250 mil —em 2019 foram 600 mil.

A edição pandêmica da Bienal também teve menos editoras e livrarias —foram 85, contra 196 em 2019. Também estiveram presentes menos autores e influenciadores —180, contra 300 em 2019.

Ao todo, foram vendidos mais de 2 milhões de livros ao longo dos dez dias da Bienal, que também marca um momento de retomada dos eventos no Rio de Janeiro. É também a primeira edição da feira depois da tentativa de censura imposta pela gestão do ex-prefeito da cidade, Marcelo Crivella, há dois anos, que tentou censurar uma HQ da Marvel com beijo gay e enviou fiscais da prefeitura para recolher o gibi.

Além das promoções, a alta nas vendas pode ser explicada pelo investimento da prefeitura do Rio. Todos os 40,7 mil alunos da rede municipal de ensino receberam vales de R$ 20 para gastar na feira. Os 47,6 mil servidores da educação também foram contemplados, com R$ 200, assim como as 1.561 escolas, com valores que chegaram a até R$ 1.600 para atualizar suas bibliotecas.

Na gestão de Crivella, os vales distribuídos eram de R$ 11, restritos a apenas 5.000 alunos.

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