Bilionário americano devolve 180 obras de arte roubadas que colecionou

Michael Steinhardt vendeu durante décadas obras antigas vindas de 11 países, entre eles Itália e Grécia

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São Paulo

Famoso colecionador de arte, o bilionário americano Michael Steinhardt teve de devolver 180 objetos roubados e avaliados no valor de US$ 70 milhões, algo em torno de R$ 400 milhões. A partir de agora, ele está impedido de comprar e vender peças, de acordo com decisão do Ministério Público de Manhattan, em Nova York, nesta segunda.

Michael Steinhardt, célebre investidor do mercado financeiro, em fotografia de em 2008 - Reuters

Depois de uma investigação internacional que durou quatro anos, foi descoberto que as peças sob posse de Steinhardt haviam sido roubadas e contrabandeadas de 11 países e, sem os devidos documentos legais, apareciam no mercado internacional de arte. O Ministério Público de Manhattan e o acusado firmaram um acordo para o retorno à lista de países, que inclui, entre outros, Egito, Grécia, Israel e Itália.

"Por décadas, Michael Steinhardt dispensou grande apetite para artefatos saqueados sem se preocupar com a legalidade de suas ações, o lastro das peças que ele comprou e vendeu, ou o grave dano cultural que provocou ao redor do globo", sentenciou o promotor responsável pelo caso.

Cidadão nova-iorquino de 81 anos, Michael Steinhardt trabalha no mercado financeiro com fundos de investimentos e é um dos maiores doadores da Universidade de Nova York e de várias entidades judaicas filantrópicas. Um conservatório no Jardim Botânico do Brooklyn carrega seu nome, assim como uma das alas do museu Metropolitan.

Steinhardt comprou e vendeu mais de mil itens de antiguidade desde 1987, e sua coleção de arte está avaliada em aproximadamente US$ 200 milhões.

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