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Coleção Folha revisita Rousseau e seu discurso contra a desigualdade

Filósofo do Iluminismo, pensador defende em livro que a falta de igualdade entre os homens vai de encontro à sua natureza

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São Paulo

Quando se fala em Iluminismo, um dos primeiros nomes que vem à mente é o do suíço Jean-Jacques Rousseau, que, ao longo de sua vida, entre 1712 e 1778, foi influente literato, filósofo, pensador político e até compôs uma ópera. "Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens", de Rousseau, com tradução de Paulo Neves, é o 11º volume da Coleção Folha Os Pensadores.

Retrato do filósofo e escritor suíço Jean-Jacques Rousseau - AFP

Não custa lembrar que a Revolução Francesa, desencadeada após a morte de Rousseau, e sob forte influência das ideias do pensador –não por acaso, seu corpo foi transferido para o Panteão de Paris em 1794–, tinha como lema "liberdade, igualdade, fraternidade". Esta segunda palavra –por meio de seu antônimo, a desigualdade– é o foco do seu volume na Coleção Folha.

Em 1750, Rousseau havia obtido êxito e notoriedade com "Um Discurso sobre os Efeitos Morais das Artes e das Ciências", também conhecido como "Discurso sobre as Ciências e as Artes", ou simplesmente "Primeiro Discurso", premiado pela Academia de Dijon como melhor ensaio em resposta à dúvida sobre se a restauração da ciência e das artes contribuiu para a purificação da moral.

Pois bem. Quatro anos mais tarde, a mesma instituição fazia outro concurso. Dessa vez, a pergunta era sobre qual seria a origem da desigualdade entre os homens e se ela é autorizada pela lei natural. Rousseau concorreu com o "Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens", também lembrado como "Segundo Discurso", e, embora não tenha amealhado o prêmio (o vencedor foi o abade Talbert), publicou a obra no ano seguinte.

Segundo Rousseau, "a desigualdade, sendo quase nula no estado de natureza, obtém sua força e cresce com o desenvolvimento de nossas faculdades e os progressos do espírito humano, tornando-se finalmente estável e legítima pelo estabelecimento da propriedade e das leis".

Assim, "a espécie de desigualdade que reina entre todos os povos civilizados" é manifestamente "contra a lei da natureza, não importa como a definamos, que uma criança comande um velho, que um imbecil conduza um homem sábio e que um punhado de gente tenha coisas supérfluas em abundância enquanto a multidão faminta carece do necessário".


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