Descrição de chapéu mostra de cinema indígenas

Filme sobre indígenas e curta com Zélia Duncan ganham prêmios em Sundance

Brasileiros 'The Territory' e 'Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui' conquistaram troféus no festival independente

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São Paulo

Duas produções brasileiras foram premiadas no Festival de Sundance, o maior do cinema independente dos Estados Unidos. A lista foi divulgada na sexta (28) nas redes sociais do evento, que teve edição online devido à pandemia de Covid-19.

O filme "The Territory", dirigido pelo americano Alex Pritz em coprodução com os uru-eu-wau-waus, recebeu o prêmio do público e um prêmio especial do júri na categoria de documentário internacional.

Já o curta-metragem "Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui", da carioca Érica Sarmet, recebeu uma premiação especial do júri pelo elenco. A obra traz nomes como Zélia Duncan, Bruna Linzmeyer e Camila Rocha.

cena de filme
Zélia Duncan e Bruna Linzmeyer em cena do curta-metragem 'Uma Paciência Selvagem Me Trouxe até Aqui', dirigido por Érica Sarmet e exibido no Festival de Sundance - Divulgação

Já o grande vencedor do júri do festival foi "Nanny", de Nikyatu Jusu, um suspense sobrenatural sobre uma babá imigrante sem documentação que trabalha para um casal rico em Nova York.

Gravado em Rondônia, o documentário "The Territory" é um testemunho em tempo real do avanço sobre terras indígenas já homologadas, estimulado pelas declarações e pela omissão do presidente Jair Bolsonaro, do PL, opositor das demarcações e aliado incondicional do agronegócio.

O filme, uma coprodução entre Brasil, Dinamarca e Estados Unidos, acompanha o jovem uru-eu-wau-wau Bitaté, a indigenista Ivaneide Cardozo, a Neidinha, e invasores que têm desmatado a floresta na esperança de ter a grilagem legalizada. O documentário ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

Por sua vez, o curta-metragem de Sarmet foi um dos 59 selecionados para o evento. Nele, a diretora e roteirista presta homenagem a uma geração mais velha de lésbicas.

Na trama, a cantora Zélia Duncan interpreta uma motoqueira solitária que se envolve com um bando de jovens lésbicas animadas de Niterói, no Rio de Janeiro. As garotas são interpretadas por Camila Rocha, Clarissa Ribeiro, Lorre Motta e Bruna Linzmeyer.

Entre cenas de boate e conversas na cozinha, o grupo discute as diferenças da experiência lésbica entre gerações, como a "vergonha e medo" que a personagem de Duncan sentia de ser descoberta gay quando mais jovem. No Brasil, o filme foi apresentado em festivais como os de Curitiba e de Tiradentes.

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