Descrição de chapéu Livros

Coleção Folha publica 'Leviatã', clássico da filosofia política, de Thomas Hobbes

Obra compara formas de governo e alude ao monstro marinho mencionado na Bíblia como serpente tortuosa e veloz

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São Paulo

A Coleção Folha Os Pensadores traz um dos maiores clássicos da filosofia política de todos os tempos: "Leviatã, ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil", do inglês Thomas Hobbes (1588-1679), em tradução de Daniel Moreira Miranda.

Capa da primeira edição do 'Leviatã'
Detalhe da capa da primeira edição do 'Leviatã', de Thomas Hobbes - Reprodução

O título da obra é alusivo ao monstro marinho mencionado na Bíblia como serpente tortuosa e veloz. Publicado em 1651 e posteriormente revisado em 1668, "Leviatã" foi escrito durante a Guerra Civil Inglesa (1642-1651), que opôs os partidários do Parlamento, liderados por Oliver Cromwell (1599-1658), e os do rei Carlos 1o —derrotado e executado.

Hobbes descreve o que ele chama de "estado de mera Natureza" como "estado de Guerra de todos contra todos", e afirma: "a Causa Final, o Objetivo ou o Desígnio dos homens (que, naturalmente, amam a Liberdade e o Domínio sobre os outros) ao introduzirem restrições para si mesmos (com as quais os vemos viver em Estados) é a preocupação com sua própria preservação e em levar, como resultado disso, uma vida mais feliz; isto é, a preocupação em sair do miserável estado de Guerra, o qual é uma consequência necessária (como foi mostrado no Capítulo 13) das Paixões naturais dos homens, sempre que não existir um Poder visível que os mantenha intimidados e os vincule, utilizando o medo da punição para o cumprimento dos Pactos e a observação das Leis Naturais".

Para ele, o Estado pode se organizar como monarquia, democracia ou aristocracia. E, ao comparar esses três sistemas, posiciona-se enfaticamente pelo modelo monárquico.

"Veja bem, em uma Monarquia, o interesse privado é o mesmo que o público. As riquezas, o poder e a honra do Monarca surgem apenas das riquezas, da força e da reputação de seus Súditos. Isso porque nenhum Rei pode ser rico, glorioso ou seguro quando seus Súditos são pobres, desprezíveis ou estão muito fracos, por causa da carestia ou dos desacordos, para conseguirem manter uma guerra contra seus inimigos", argumenta.

"Já em uma Democracia ou Aristocracia, a prosperidade pública não acrescenta tanto à fortuna privada do corrupto ou ambicioso, como, muitas vezes, o fazem um conselho desleal, uma ação traiçoeira ou uma guerra civil."

Conheça outros livros da Coleção Folha Os Pensadores

  1. Platão, 'A República'

    Diálogo filosófico em que Sócrates é o protagonista e discute a questão da justiça

  2. Auguste Comte, 'Discurso sobre o Espírito Positivo'

    O fundador do positivismo expõe os fundamentos de sua doutrina

  3. Bell Hooks, 'Ensinando a Transgredir'

    Relata a experiência da autora como professora e defende uma pedagogia crítica e a educação como prática de liberdade

  4. René Descartes, 'Regras para a Orientação do Espírito'

    Tratado em que o autor busca delinear um método racional para o pensamento científico e filosófico

  5. Max Weber, 'Ciência e Política: Duas Vocações'

    Ensaios que analisam a forma de a ciência contribuir para a racionalidade humana e exibem as características do Estado moderno

  6. Voltaire, 'O Preço da Justiça'

    Obra-chave de um dos mais relevantes pensadores do Iluminismo

  7. Claude Lévi-Strauss, 'Antropologia Estrutural'

    O autor propõe um empréstimo das teorias estruturalistas de Roman Jakobson para uma renovação do método antropológico

  8. Santo Agostinho, 'Sobre a Mentira'

    Livro do mais célebre do teólogo dos primeiros séculos do cristianismo, conhecida como patrística

  9. Michel Foucault, 'A Sociedade Punitiva'

    A obra é um produto de aulas do autor com reflexões críticas a respeito dos mecanismos sociais de punição

  10. Mary Wollstonecraft, 'Reinvindicação dos Direitos das Mulheres'

    Escrita em 1792, é uma das primeiras obras de filosofia feminista

  11. Jean-Jacques Rousseau, 'Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens'

    O autor estabelece a propriedade privada como fonte da desigualdade humana

  12. Nicolau Maquiavel, 'A Arte da Guerra'

    Tratado militar pioneiro em forma de diálogo socrático, e única obra histórico-política do autor publicada em vida

  13. Adam Smith, 'Teoria dos Sentimentos Morais'

    Principal obra filosófica do fundador da economia moderna

  14. Karl Marx, 'Manuscritos Econômicos-Filosóficos'

    O autor explora o descompasso entre moral e economia, denunciando a exploração do homem no capitalismo

  15. Frédéric Bastiat, 'A Lei'

    O autor preconiza que a lei deve defender a liberdade e a propriedade contra os males causados pela ambição estúpida e a falsa filantropia

  16. Carter G. Woodson, 'A (Des)educação do Negro'

    Clássico do pensamento antirracista, aponta que os currículos escolares são baseados na cultura eurocêntrica, desprezando a história e a cultura africana

  17. Aristóteles, 'Sobre a Alma'

    O autor discute a imaginação e o pensamento, além das relações entre sensação e intelecto

  18. Ludwig Von Mises, 'As Seis Lições'

    Palestras em que o defensor do liberalismo econômico discute o capitalismo, o socialismo, o intervencionismo, a inflação, o investimento estrangeiro e as relações entre política e ideias

  19. Immanuel Kant, 'Crítica da Razão Pura'

    Obra fundadora do idealismo alemão e principal produção da teoria do conhecimento de Kant

  20. Luiz Gama, 'Humor e Crítica: Armas do Pioneiro Abolicionista'

    Exemplo da verve vigorosa do ativo defensor do abolicionismo no Brasil no século 19

  21. Étienne de la Boétie, 'Discurso sobre a Servidão Voluntária'

    Este panegírico à liberdade analisa a relação de subordinação existente entre o soberano e seus súditos num governo tirânico

  22. Ruth Benedict, 'Padrões de Cultura'

    Clássico estudo antropológico de três sociedades, propõe que as culturas concedem um maior privilégio a certas personalidades e rejeitam outras, formando determinados padrões de cultura

  23. Émile Durkheim, 'As Regras do Método Sociológico'

    Obra em que o autor lança os fundamentos da sociologia como nova ciência social

  24. John Stuart Mill, 'Sobre a Liberdade'

    Ensaio filosófico que enfatiza a importância da liberdade na relação entre o indivíduo e a sociedade

  25. Arthur Schopenhauer, 'A Arte de Ter Razão'

    O filósofo apresenta 38 estratégias para vencer qualquer debate

  26. Friedrich Hayek, 'O Caminho da Servidão'

    Defesa do liberalismo econômico que advoga que as formas de coletivismo levam à tirania e supressão das liberdades

  27. Edison Carneiro, 'Ladinos e Crioulos'

    Estudo sobre as relações entre África e Brasil, por um dos principais etnólogos brasileiros

  28. Ludwig Feuerbach, 'A Essência do Cristianismo'

    Clássico da filosofia religiosa defende que Deus só pode ser conhecido pelo sentimento


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