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Após banimento de Will Smith no Oscar, saiba quem já foi punido pela Academia

Harvey Weinstein e Roman Polanski estão em lista que tem expulsões permanentes e cancelamento de estatuetas

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São Paulo

Nesta sexta-feira (8), Will Smith entrou para uma lista enxuta de artistas que já sofreram punições da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, após dar um tapa no comediante Chris Rock durante a última edição do Oscar. O ator foi banido dos eventos da entidade pelos próximos dez anos.

Expulsá-lo, como alguns membros da indústria acreditavam que poderia acontecer, já não era uma opção, pois o próprio Smith renunciou ao status de membro da Academia. Despois de saber do banimento, ele disse ainda que respeitava e aceitava a decisão.

Will Smith dá tapa em Chris Rock no Oscar - Robyn Beck/AFP

Entre as possíveis punições que poderiam complementar o banimento, segundo fontes próximas à entidade, estava uma multa ou processo judicial por ele ter manchado a imagem do Oscar. Cancelar sua estatueta, conquistada por "King Richard: Criando Campeãs", no entanto, nunca pareceu um desfecho provável para a polêmica.

Isso porque nem mesmo figuras que cometeram delitos e foram condenadas pela Justiça tiveram seus prêmios do Oscar revogados, como Harvey Weinstein, considerado culpado por cometer crimes de abuso sexual e estupro, e Roman Polanski, que em 1977 se declarou culpado de ter estuprado uma garota de 13 anos. Eles venceram estatuetas por "Shakespeare Apaixonado" e "O Pianista", respectivamente.

Confira abaixo outras ocasiões em que a Academia precisou aplicar punições a profissionais da indústria cinematográfica.

Carmine Caridi

Ator que se destacou por seu papel em filmes da saga "O Poderoso Chefão", Carmine Caridi foi o primeiro membro da Academia a ser expulso, em 2004. O ator foi alvo de uma investigação do FBI que descobriu que ele destinava à pirataria cópias de filmes que recebia gratuitamente como membro da Academia. Entre os filmes alvos da violação de direitos autorais, estão "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas" e "O Último Samurai".

Harvey Weinstein

Considerado um dos nomes mais poderosos de Hollywood, o produtor Harvey Weinstein foi expulso da Academia em 2017. Ele foi considerado culpado pela Justiça por cometer os crimes de abuso sexual e estupro e foi condenado a 23 anos de prisão.

O caso veio à tona após uma reportagem investigativa do jornal The New York Times, que recolheu acusações existentes há quase três décadas de diversas mulheres.

Entre os mais de 300 títulos que ele produziu, alguns dos mais conhecidos são "Pulp Fiction", de Quentin Tarantino, "Gangues de Nova York", de Martin Scorsese, e "O Paciente Inglês", de Anthony Minghella.

Ele ganhou um Oscar, como produtor, por "Shakespeare Apaixonado".

​Bill Cosby

Expulso da Academia em 2018, o famoso comediante Bill Cosby foi considerado culpado por drogar e abusar sexualmente de Andrea Constand, uma ex-administradora da Universidade Temple, em sua casa na cidade de Filadélfia, em 2004.

O comediante cumpriu mais de dois anos da pena, mas teve a condenação anulada pela Suprema Corte do estado americano da Pensilvânia.

Roman Polanski

Diretor de filmes clássicos como "O Bebê de Rosemary", de 1968, e "Chinatown", de 1974, Roman Polanski foi expulso juntamente com Cosby, em 2018.

Em 1977, Polanski se declarou culpado de ter estuprado uma garota de 13 anos em Los Angeles. Morando na França, ele não pode retornar aos Estados Unidos, pois corre o risco de ser preso. Entre suas quatro indicações ao Oscar, ele venceu uma, pelo filme "O Pianista", de 2002.

Em 2019, o diretor moveu um processo contra a Academia exigindo ser readmitido na organização.

Adam Kimmel

Diretor de fotografia consagrado na indústria do cinema, Adam Kimmel trabalhou em filmes como "Brincando de Seduzir", de 1996, e "Não Me Abandone Jamais", de 2010. Ele foi expulso da Academia em 2021, acusado de abuso sexual.

'Young Americans'

Caso raro na história do Oscar, os diretores do documentário "Young Americans" Alex Grasshoff e Robert Cohn tiveram de devolver a estatueta que receberam em 1969.

O filme, que narra a trajetória do grupo musical Young Americans numa turnê de verão pelos Estados Unidos, teve o prêmio revogado porque foi lançado em 1967 e, portanto, não poderia concorrer em 1969. Até o momento, este é o único caso de devolução da estatueta na história do Oscar.

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