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30/04/2011 - 10h35

Dívidas motivaram racha entre Bienal e arquitetos

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SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

Um racha financeiro entre a Fundação Bienal de São Paulo e o Instituto de Arquitetos do Brasil está por trás da mudança de endereço da edição deste ano da mostra de arquitetura, que vai trocar o pavilhão de exposições de arte pela Oca, no Ibirapuera.

Será a primeira vez que isso acontece desde que foi criada a Bienal Internacional de Arquitetura, em 1973.

Embora as duas instituições tenham atribuído a problemas de agenda a saída da BIA do pavilhão da Bienal, a última edição do evento terminou sem pagar seus fornecedores nem as contas do espaço onde foi realizada.

Em cartas obtidas pela Folha, os presidentes da Bienal e do IAB, Heitor Martins e Rosana Ferrari, discutem um valor de R$ 164 mil, que os arquitetos devem ao pavilhão desde o fim da oitava edição da mostra, em 2009.

Esse valor é a metade daquele pago por uma empresa que usou o espaço do pavilhão durante a última BIA, numa negociação intermediada pela Fundação Bienal.

Eduardo Knapp - 29.out.09/Folhapress
Montagem na última edição da Bienal Internacional de Arquitetura de SP, há dois anos
Montagem na última edição da Bienal Internacional de Arquitetura de SP, há dois anos

No entender da fundação, o montante pago pela empresa para dividir o espaço com a mostra de arquitetura teria de ser dividido entre Bienal e IAB. Mas os arquitetos afirmam que caberia a eles receber o valor total, gerando um desentendimento.

Segundo um levantamento feito pela Folha, o IAB deve ainda R$ 286 mil a outras empresas, além de R$ 353 mil à prefeitura por pagamentos atrasados de impostos --elevando a dívida total da instituição à casa dos R$ 800 mil.

"É uma entidade sem fins lucrativos", disse Ferrari, presidente do IAB, à Folha. "Vira e mexe a gente está devendo e passando o chapéu."

Ferrari acrescentou que a dívida da última edição foi causada pela perda de um patrocínio de R$ 1,1 milhão, o que teria cortado metade do orçamento da mostra, e que as dívidas atuais do IAB, negociadas, somam R$ 250 mil.

Alvo de críticas pesadas, a última Bienal Internacional de Arquitetura começou com partes do pavilhão ainda em montagem e não conseguiu negociar o aluguel de todos os seus espaços expositivos até o final da exposição.

Para a próxima edição da BIA, que começa no fim do ano na Oca, o IAB tenta captar R$ 5 milhões, buscando apoio do MinC, do Ministério das Relações Exteriores e da Prefeitura de São Paulo.

Procurado pela reportagem, o presidente da Fundação Bienal, Heitor Martins, não quis comentar o caso. Em nota, sua assessoria afirmou que "a Bienal não comenta o relacionamento econômico com seus parceiros".

 

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