Aids redimensiona nossa relação com o tempo, diz escritor

Ensaísta e crítico cultural Eduardo Jardim é o convidado do podcast Ilustríssima Conversa

Walter Porto

O ensaísta e crítico cultural Eduardo Jardim é o convidado do podcast Ilustríssima Conversa desta semana.

Ele conversou com o repórter Walter Porto sobre o livro "A Doença e o Tempo - Aids, uma História de Todos Nós" (ed. Bazar do Tempo), em que faz um apanhado histórico sobre o surgimento da Aids e seus desdobramentos sociais e políticos.

 

Num primeiro momento, a doença era vista como algo exclusivo aos homens gays —o que reforçava a discriminação contra esse grupo e engajou a militância LGBT na cobrança por meios de tratamento. 

Se hoje as causas e efeitos da infecção pelo HIV são bem mais conhecidos e controlados, no período em que a doença foi descoberta, ela era tão misteriosa quanto vista como letal. O escritor recorre à literatura e à filosofia para entender como a convivência com a Aids afeta a percepção do tempo, do sexo e da própria mortalidade.

eduardo jardim de mãos entrelaçadas
O crítico e ensaísta Eduardo Jardim, autor de 'A Doença e o Tempo', na sua casa no Rio de Janeiro - Raquel Cunha/Folhapress

Além do link acima, a Ilustríssima Conversa pode ser acessada nos principais sites e aplicativos de podcasts para celulares e computadores, como Stitcher e o Spotify, disponíveis em smartphones com os sistemas operacionais Android ou iOS. Usuários de aparelhos da Apple podem ouvir os episódios pelos mesmos aplicativos ou pelo app Podcasts, que já vem instalado em iPhones.

Em aplicativos, o usuário pode se inscrever e assinar —sem qualquer custo— o podcast, passando assim a receber alertas quando novos episódios são publicados.

O podcast Ilustríssima Conversa entrevista a cada duas semanas intelectuais e autores de livros de não ficção para discutir suas obras e seus objetos de pesquisa.

Já participaram do programa:

  • Luiz Eduardo Soares, antropólogo especializado em segurança pública e autor de "Desmilitarizar";
  • Luiz Antonio de Assis Brasil, criador da mais antiga e famosa oficina de escrita literária do país;
  • O biólogo Pirula e o jornalista de ciência Reinaldo José Lopes, autores de  "Darwin sem Frescura" (HarperCollins)
  • Henrique Carneiro, professor da USP e autor de "Drogas - A História do Proibicionismo" (Autonomia Literária);
  • Thomas Traumann, autor de "O Pior Emprego do Mundo" (Planeta), sobre ministros da Fazenda;
  • Boris Fausto, historiador, que lança "O Crime da Galeria de Cristal" (Companhia das Letras);
  • Thales Guaracy, autor dos livros   ”A Conquista do Brasil: 1500 - 1600” e “A Criação do Brasil: 1600 - 1700", que comentou a formação do país;
  • Guilherme Wisnik, autor de "Dentro do Nevoeiro” (Ubu), que falou de como a internet e o capital financeiro embaçaram o mundo; 
  • Cristina Serra, autora de "Tragédia em Mariana" (ed. Record), que falou sobre os desastres da Vale e da Samarco;
  • Joselia Aguiar, que lançou uma biografia de Jorge Amado pela Todavia;
  • Marisa Lajolo, autora de  "Literatura: Ontem, Hoje e Amanhã" (Editora Unesp);
  • Maria Rita Kehl, autora de "Bovarismo Brasileiro" (Boitempo);
  • Daniel Furlan, membro do grupo Choque de Cultura, que lançou o livro "79 Filmes para Assistir Enquanto Dirige";
  • Sérgio Abranches, cientista político e autor de "Presidencialismo de Coalizão" (Companhia das Letras);
  • Mauricio Stycer, autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As Muitas Faces do Empresário Silvio Santos" (Todavia);
  • Adriana Negreiros, autora de " Maria Bonita - Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço" (ed. Objetiva);
  • João Silvério Trevisan, autor de "Devassos no Paraíso", compêndio sobre a sexualidade no Brasil;
  • Gabriel Feltran, sociólogo e professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), autor de “Irmãos - Uma História do PCC” (Companhia das Letras); 
  • Contardo Calligaris, que reeditou recentemente o livro “Hello Brasil! - Psicanálise da Estranha Civilização Brasileira";
  • Marcelo D'Salete, autor das HQs "Angola Janga" e "Cumbe", que contam a história dos quilombos no Brasil;
  • Laura Carvalho, economista, autora de “Valsa Brasileira: Do Boom ao Caos Econômico”;
  • Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e autor de "A Pátria Educadora em Colapso";
  • José Miguel Wisnik, autor de "Veneno Remédio", um ensaio sobre futebol;
  • Sérgio Rodrigues, autor de "O Drible", romance histórico sobre futebol; 
  • Lilia Schwarcz, antropóloga que lançou livro sobre racismo e escravidão; 
  • Marcos Nobre, professor de filosofia da Unicamp, segundo quem a sociedade passa por um momento de transição; 
  • Regina Zappa, que escreveu livro sobre maio de 1968; 
  • Flávia Biroli, autora de obra sobre desigualdades de gênero na política e sociedade; 
  • Claudia Wasserman, autora do livro "Teoria da Dependência", que falou sobre intelectuais que disputaram com FHC; 
  • Felipe Recondo, jornalista que escreveu "Tanques e Togas", sobre a atuação do STF durante a ditadura militar; 
  • Plinio Junqueira Smith, professor de filosofia, que escreveu "Uma Visão Cética de Mundo", sobre o filósofo Oswaldo Porchat; 
  • Francisco Bosco, doutor em letras e autor de "A Vítima Tem Sempre Razão?", que falou sobre o politicamente correto;
  • Conrado Hübner Mendes, professor de direito constitucional da USP, que falou sobre o Supremo Tribunal Federal.
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