Raduan Nassar relembra infância em encontro com conterrânea do interior de SP

Conversa foi motivada por uma foto de Carnaval do início dos anos 1940 em que ambos aparecem

Marilene Felinto

[RESUMO] Em homenagem aos idosos do país, faixa etária mais vitimada pela pandemia do coronavírus, e ao conhecimento transmitido por suas memórias, autora transcreve uma conversa entre o escritor Raduan Nassar, 84 anos, e uma contemporânea de sua infância no interior de São Paulo, Doraliza de Filippi, de 88 anos.

Este texto é resultado de um encontro presencial entre o escritor Raduan Nassar e uma contemporânea sua de infância em Pindorama, interior de São Paulo, a geógrafa e professora Doraliza de Filippi, que ocorreu em São Paulo, em 2017.

Foi motivado por uma fotografia do arquivo pessoal de dona Dora (como Doraliza também é chamada). Ela reconheceu, na foto do início da década de 1940, ao seu lado, Raduan Nassar e alguns de seus irmãos (Rames, Raja e Odete Nassar). Era Carnaval, e todas as crianças estão fantasiadas no retrato, em um baile no clube da cidade.

Dona Dora é mãe de José de Filippi Jr., engenheiro, ex-prefeito de Diadema (SP) e ex-deputado federal pelo PT. A ponte entre Raduan e ela foi feita por mim, quando José de Filippi me enviou a fotografia e me pediu para mostrá-la ao escritor.

O escritor Raduan Nassar e uma colega de infância, Doraliza de Filippi, durante encontro na casa do escritor, em 2017, em São Paulo. Na ocasião, relembraram os 75 anos de infância em que aparecem juntos.
O escritor Raduan Nassar e uma colega de infância, Doraliza de Filippi, durante encontro na casa do escritor, em 2017, em São Paulo - Patrícia de Filippi/Divulgação

Raduan, 84, e Dora (Doraliza Júlia Freitas Corsi de Filippi), 88, nasceram em Pindorama (a 374 km da capital) e se reencontraram no apartamento do escritor, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, aproximadamente 75 anos depois daquela infância carnavalesca.

Dona Dora é filha única do médico da cidade na época, Pedro Corsi Jr., e foi casada com o também médico, já morto, José de Filippi, professor da Escola Paulista de Medicina (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo).

Pela pequena Pindorama também passou, naqueles tempos, Laura de Souza Chaui, já morta e mãe da filósofa Marilena Chaui, que foi professora de Raduan Nassar no então chamado curso primário na cidade.

Resolvi transcrever e publicar agora aquela conversa como um tributo aos mais velhos brasileiros, especialmente neste momento de pandemia, em que, mundo afora, a vida dos idosos sofre a ameaça do arbítrio, do estigma de que sua existência pode ser descartada, eliminada em nome da “imunidade da comunidade”, em palavras de Paul Preciado, pela escolha inaceitável entre quem deve viver ou morrer.

Por pitoresco que possa soar o encontro entre Raduan e Dora, ele tem, porém, interesse mais amplo, não apenas porque é indicativo da formação de um grande escritor brasileiro, mas também por ilustrar parte da história de qualquer pessoa de mais de 80 anos nascida no interior do Brasil. E tem inclusive referências históricas importantes, como a menção à médica Ana Maria Aratangy, presa e torturada na ditadura militar.

Que esta publicação sirva de tributo à herança de conhecimento e sabedoria destes velhos geniais, reservas de nossa memória. Que sirva também como profissão de fé de que aqui não se matam idosos: de que aqui eles revivem, renascem em retratos cheios de lembranças.

O escritor Raduan Nassar em sua infância (o segundo menino, a partir da esq., na primeira fileira) e Doraliza de Filippi 
(ao centro, de boina branca grande) em baile de Carnaval em Pindorama (SP), no início dos anos 1940
O escritor Raduan Nassar em sua infância (o segundo menino, a partir da esq., na primeira fileira) e Doraliza de Filippi (ao centro, de boina branca grande) em baile de Carnaval em Pindorama (SP), no início dos anos 1940 - Arquivo pessoal Doraliza de Filippi

Raduan e Dora se encontraram em uma tarde de domingo. Raduan me pediu para comprar bolo inglês para as visitas. E foi assim que o encontro ocorreu, regado a risadas, suco de laranja, café e bolo inglês.
Esta transcrição é dedicada a minha mãe, Alaide Barbosa de Lima, 85, nascida também nos idos de 1935, no sertão da Paraíba. É por último, in memoriam, para a psicóloga e professora Ecléa Bosi (1936-2017), por sua sensibilidade e seu empenho pela causa do idoso brasileiro.


Autora de “Memória e Sociedade – Lembrança de Velhos” (1995), Ecléa foi professora emérita e titular do departamento de psicologia social e do trabalho no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, pioneira idealizadora e diretora por muitos anos da Universidade Aberta à Terceira Idade da USP.
Afinal, como dizia Ecléa: “Os projetos do indivíduo transcendem o intervalo físico de sua existência: ele nunca morre tendo explicitado todas as suas possibilidades. Antes, morre na véspera: e alguém deve realizar suas possibilidades que ficaram latentes, para que se complete o desenho de sua vida”.

RADUAN NASSAR Pindorama tinha uns encantos na época, não é? Porque não tinha televisão. As pessoas puxavam as cadeiras pra rua, ficavam jogando conversa fora...

DORALIZA DE FILIPPI E as pessoas se visitavam... Quando a gente ficava sem empregada, ia jantar lá no Scatena...

RADUAN Mas, a senhora sabe, dona Dora, eu tenho fotos das enchentes do São Domingos [rio de Pindorama], e o pessoal muito bem vestido na época, entendeu?

DORA É impressionante. Sabe com que eu me divertia muito? Com as enxurradas do rio...

RADUAN Ah, é! E a gente pegava cabo de vassoura e uma latinha e ia [risadas]..., fazia uma barreira pra água empoçar, não era?

DORA Isso mesmo! E eu brincava muito disso. Eu era amiga do filho do dr. Vitral, Zé Antônio, eu acho que ele se chamava... rapaz que parece que fez direito depois... Não me lembro como se chamava o outro... Eram dois irmãos... Casado com a dona Mercedes.

RADUAN Isso mesmo, dona Mercedes. Tinha os Godas também, os Busnardos... Tinha muito imigrante em Pindorama.

DORA Tinha o Celso Posseti, lembra?

RADUAN Sim, o Celso Posseti, me lembro muito bem.

O escritor Raduan Nassar e uma colega de infância, Doraliza de Filippi, durante encontro na casa do escritor, em 2017, em São Paulo
O escritor Raduan Nassar e uma colega de infância, Doraliza de Filippi, durante encontro na casa do escritor, em 2017, em São Paulo - Patrícia de Filippi/Divulgação

DORA Mas esse Celso Posseti era um italiano que falava muita coisa engraçada, né? Uma vez ele chegou para o papai e falou: “Olha, conheci um hotel maravilhoso, em Poços de Caldas. Imagine que lá no hotel tem um quartinho que vem buscar a gente!”. E era um elevador! [Gargalhadas]

RADUAN Agora, outra grande figura de Pindorama, dona Dora, era Rosa Conca, com aquela maletinha dela. Ela era parteira, né? Ela praticamente assistiu ao parto de quase toda a minha família. Ela viu o meu nascimento também. E tinha o Conca, que tinha um armazém bem lá no fundo da rua Santa Cruz.

DORA Tinha. E tinha também ali um açougue, de umas meninas que estudavam comigo.

RADUAN Tinha. Exatamente. A família Stocco. E era uma disputa!

DORA Elas eram muito bonitas.

RADUAN Muito bonitas! Muito! [Risadas]

DORA Uma delas se chamava Lídia. Lembra? A outra se chamava Maria.

RADUAN É. Lembro. E o pessoal gritava lá [no açougue], brigava por causa de fígado, por cem gramas de fígado, 150 gramas de fígado... [Risadas]. E outra coisa muito bonita de Pindorama eram os pomares, né? Tinha o pomar lá do seu Tristão, que era português. Tinha o pomar do seu Silva, em que a gente ia chupar manga Bourbon. Eram mangas enormes. Isso não existe mais.

DORA Não existe. Nunca mais eu vi essas mangas... E tinham muitos batateiros que mexiam com cebola também.

RADUAN Isso. Era o Antônio Gonçalves.

DORA E eu morava numa rua... Não me lembro o nome da rua... em que depois construíram um grupo escolar na esquina de lá... tanto é que esse grupo escolar...

RADUAN Eu sei. A rua ali de baixo tinha... Eu acho que era rua Primeiro de Maio, se não estou enganado.... Ah, eu tenho uma ligação com Pindorama muito forte. Muito forte mesmo.

DORA E de lá de onde a gente morava, a gente olha, depois do rio São Domingos, tinha assim uma estradinha... nunca me esqueço. Aquele quadro está na minha cabeça... uma estradinha de terra lá longe...

RADUAN Mas tinha também o sítio do seu Otávio. Ele era leiteiro, né? Que a gente ia muito lá também. E tinha também a fazenda dos Rigualdi.

DORA Ah, tinha. E tinha também o lixeiro, que se chamava seu Janeiro. Lembra dele? [Risadas]

RADUAN Lembro, lembro. E tinha o seu Eugênio, que era um lenhador.

DORA E tinha o jornaleiro, que ia sempre com o jornal e as revistas. E o papai, no intervalo das consultas, sentava ali num balanço, e então ele sempre chegava e começava a dar uma prosinha: “Quer alguma coisa, doutor?”. E o papai dizia: “Eu quero sossego”. E então ele respondia: “Essa eu não tenho”! [Gargalhadas]

RADUAN Essa é ótima! Quero paz! Mas, dona Dora, existia lá um... não sei se era dentista, que morava num casarão de três pavimentos ali na rua Sete de Setembro, se não estou enganado. Inclusive ele tinha dois filhos. Um parece que se chamava Ubirajara, e o outro tinha também um nome indígena. A senhora não se lembra dele?

DORA Não, não me lembro. Dentista?

RADUAN É, mas acho que nem exercia... Era uma figura estranha, entendeu?

DORA  Ah, sei, sei. Então, a nossa casa, de esquina... Foi até interessante agora quando nós fomos lá porque quem comprou fez uma reforma e quis imitar o Palácio da Alvorada. Fez um pilarzinho igualzinho ao do Palácio da Alvorada [gargalhadas]. Sabe aquele pilarzinho assim? E essa esquina ia dar na casa onde vocês moravam, lá na descida.

RADUAN O nome do padeiro eu acho que era Joaquim Padeiro.

DORA Joaquim Padeiro, isso mesmo... Ah, e Domingos João, lembrou? Esse que eu falei que morava depois da linha do trem... A mulher dele se chamava... Ela se chamava dona Hortência. De vez em quando brota assim da lembrança...

RADUAN É quase certo que uma parte de Pindorama pertencia a Santa Adélia, e a outra parte, não. Aí houve um movimento pra unificação. Por isso que ficou essa divisão. Mas foi conseguida a unificação... Eu lembro também do seu Sinhô.

DORA Seu Sinhô! Lembro, lembro do seu Sinhô... [Risos]. Ai, que ótimo! E eu conheci suas irmãs, Raduan, a Odete e tinha...

RADUAN A Norma, tinha a Norma e a Rosa, que foi minha professora de português. E eu ficava ao lado dela enquanto ela corrigia as provas dos alunos. E dando palpite, se você quer saber... [Gargalhadas]

DORA Mas eu me lembro, na rua Teodoro Sampaio, quando seu pai abriu a primeira loja [Bazar 13, loja de armarinhos que pertenceu à família Nassar, no bairro de Pinheiros, em São Paulo], ainda pequena, que vendia muita lã, não vendia?

RADUAN Vendia. Vendia muita lã.

DORA Sabe o que eu fazia? Comprava fardos de lã, levava pra Pinhal [Espírito Santo do Pinhal-SP] e revendia lá. Porque eu precisei largar de lecionar, então...

RADUAN Ah, sim. E na época nós tínhamos exclusividade de alguns fios.

DORA É, então. Era por isso. Era muito mais barato. E era moda. A gente fazia as coisas na máquina de tricô.

RADUAN Minha mãe também fazia.

DORA E eu tive que largar de lecionar. Eu lecionava quando era solteira, mas quando mudei pra Pinhal não tive como lecionar. Eu pegava substituição em alguns lugares. E a gente sente falta, né, de exercer a profissão. Mas a Alba sempre dava notícias de vocês.

RADUAN A Alba conviveu muito com minhas irmãs.

DORA Era muito amiga de uma delas, não me lembro de qual das suas irmãs. A Alba Cardoso, que era filha do dentista.

RADUAN Filha do dentista, né?

DORA Lembra que, naquele tempo, iam buscar uma terrinha, areia, pra ariar panela? Imagina! Achavam que o alumínio ficava mais brilhante. E eu me lembrei agora de uma coisa, que no final da década de 60, a Alba Cardoso preparou meu filho [José de Filippi Jr.] para o exame de admissão aqui no Colégio Fernão Dias, que a gente se mudou aqui pra São Paulo...

RADUAN O Fernão Dias Paes? [Colégio estadual no bairro de Pinheiros, em São Paulo]

DORA Isso. A Alba Cardoso era muito amiga nossa, frequentava muito nossa casa, e então ela dizia assim: “Tem um dos meninos do Nassar”, e ela até falou o seu nome, “que é ótimo em literatura! Esse menino vai longe!” [Gargalhadas]. E depois até ela falou que você tinha ganhado um prêmio... na década de 70.

O escritor brasileiro Raduan Nassar durante eveno no Espaco Cult, em 2017
O escritor brasileiro Raduan Nassar durante eveno no Espaco Cult, em 2017 - Adriano Vizoni / Folhapress

RADUAN O Jabuti. Foi o Jabuti.

DORA A Alba Cardoso tinha sido muito amiga da Anita Aratangy..., cuja filha foi presa e torturada por uma bobagem, por guardar um material na casa dela. A filha dela, Ana Maria, guardou um pacote... ela não sabia o que era, talvez uns panfletos políticos que um colega dela deu, que fazia medicina na USP. A menina disse “eu levo pra casa e guardo lá”. Não sei como foi que pegaram esse rapaz, torturaram e no fim ficaram sabendo que ele tinha dado esse pacote à filha da Anita, Ana Maria Aratangy. E então vasculharam toda a casa dela. Mas quando a menina deu o alarme de que a polícia vinha vindo, a mãe, Anita, que nem sabia o que era que tinha nesse pacote, pegou um dos filhos, o Paulinho, e falou “some com isso”. E ele foi e jogou no rio Pinheiros! E aí a polícia veio e levou a Ana Maria presa. E a Anita foi levada pro Dops pra depor e ela escutava a filha sendo torturada lá dentro. Foi muito triste isso. A Alba que contou pra nós, que era muito amiga nossa.

RADUAN A Alba era filha do seu Tércio Cardoso, o dentista.

DORA Ah, é, Cardoso. Casado com a dona Mariquinha [risadas]. A mulher dele era dona Mariquinha. Tinha a Maninha, a Alba e a Vera, que casou com o Lima.

RADUAN A gente ia lá e ele só colocava um algodãozinho com um negócio no nosso dente. [Gargalhadas]

DORA E a dona Mariquinha era formada em farmácia. Naquele tempo, foi uma das primeiras a fazer faculdade. Fez aqui, em São Paulo, na década de... acho que antes da década de 30. Imagine, naquela época fazer faculdade... mulher tinha que ficar em casa bordando.

RADUAN E tinha uma livraria em Pindorama, hein, dona Dora? Tinha, na época, do Maia, né?

DORA Tinha! É. Maia! É verdade. A livraria do Maia.

RADUAN E havia dois Teonílios em Pindorama. Um que tinha... como é que se chama? Era na esquina em frente a nossa casa lá. Tinha... uma selaria. E o outro que tinha um barzinho mais em baixo. E parece que os dois eram baianos. E os dois se chamavam Teonílio. E o Teonílio era casado com a dona Eugênia. Que era uma carola assim...! [Gargalhadas]. E uma fofoqueira terrível! Aliás, havia a procissão... isso na Páscoa, né? Que saía uma procissão da Igreja de São Pedro, lá do... Do outro lado da linha do trem... E uma saía do nosso lado. E havia um encontro das duas na avenida lá. E era comovente! Eu chorava de ver aquilo, entendeu?

DORA O nosso lado era na mesma rua.

RADUAN Isso. Areia Branca. O nosso lado chamava-se Areia Branca. E o outro lado era chamado pejorativamente de Asilo. [Risadas]

DORA Mas criança guarda muito, não é essa emoção? A gente lembra com muita saudade, não é? De tudo isso. Pena que a memória não consegue reter e lembrar de tudo, ser mais fiel, não é?

RADUAN Com certeza... A senhora sabe que uma vez, minhas irmãs iam fazer o footing lá, né? Em frente ao cinema do Galo... Aliás, a gente ficava escutando lá… e vinha aquele som... qual era o nome daquele cantor? Que chamavam cantor da multidão... [Não conseguem lembrar o nome de Orlando Silva]

DORA Celestino?

RADUAN Não. Vicente Celestino era outro capítulo [risadas]. Mas aí minhas irmãs tinham ido fazer o footing, e o trem estava fazendo manobra... E eu peguei... mas como ele estava meio parado, eu peguei e passei por baixo do trem...

DORA Ai, ai, ai!

RADUAN E quando eu saio, assim, dou de cara com as minhas irmãs! Inesquecível. Isso foi inesquecível. E elas me chamaram de louco. Eu tinha uns sete, oito anos.

DORA Eu me lembro muito bem dessa estação de trem. Nossa!

RADUAN A estação era sensacional, e o pessoal ia fazer footing…

DORA É. Na rua paralela da estação, onde tinha o cinema. A gente pegava o trem lá, que a empresa era a Araraquarense. E depois fazia baldeação. Não me lembro onde fazia baldeação...

RADUAN Acho que em Araraquara mesmo, não é?

DORA É. Fazia baldeação pra vir pra cá.

RADUAN [Olhando para a foto do Carnaval de Pindorama] Ah, mas eu gostei tanto desse presente! [Uma cópia da foto em papel foi presenteada a Raduan pela filha de dona Dora, Patrícia de Filippi]. E eu ainda vou... Mas é que o meu pessoal [irmãos e irmãs] já está pra lá de... Nem sei se tem alguém ainda capaz de identificar aqui as pessoas... Mas o Rames tem ótima memória. [Em 10 de abril último, morreu Violeta Nassar, irmã de Raduan, aos 99 anos, em São Paulo].

DORA É. Pra mim tem umas meninas [na foto] que eu não me lembro do nome... Sei que eu brincava com elas e tudo, mas não consigo lembrar os nomes.


Marilene Felinto é escritora e publica na Folha duas vezes por mês. marilenefelinto.com.br

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