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16/02/2012 - 20h00

Autor explica briga entre Monteiro Lobato e modernistas; ouça

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

Divulgação
ORG XMIT: 582601_0.tif Artes Plásticas: quadro "O Japonês" (1915-1916) de Anita Malfatti. (Divulgação)
Quadro "O Japonês" (1915-1916), da artista plástica Anita Malfatti

Em 20 de dezembro de 1917, Monteiro Lobato (1882-1948) publicou um texto no qual criticava uma exposição de Anita Malfatti (1889-1964). O escrito entrou para a história como uma declaração de guerra, o início de uma briga estética com os modernistas.

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O autor de "Urupês" e criador do Sítio, que também era crítico de arte e pintor, escrevia para o jornal "O Estado de S. Paulo". No artigo, distingue a "arte pura" daqueles que representam a natureza de maneira anormal, inspirados por teorias efêmeras.

Reprodução
Quadro do pintor Almeida Júnior, "Caipira picando fumo". [FSP-Brasil-18.07.96]
Quadro do pintor Almeida Júnior, "Caipira Picando Fumo"

"Ele [Lobato] achava que o Almeida Júnior (1850-1899) era o caminho através do qual, ou a partir do qual, a pintura brasileira deveria evoluir. Era, portanto, um adversário dos 'ismos' que pipocavam na Europa", explicou Marcos Augusto Gonçalves, autor de "1922 - A Semana que Não Terminou", em entrevista à Livraria da Folha.

Segundo Marcos Augusto, Lobato "viu na exposição de Anita a ameaça da arte moderna no ambiente cultural paulista e brasileiro". Ouça.

Ouça

Hoje, as qualidades técnicas de ambos artistas são reconhecidas pela crítica. Preferir um a outro é uma simples questão de gosto.

A Semana de Arte Moderna foi realizada no Theatro Municipal de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. O evento reuniu nomes como Mário e Oswald de Andrade, Di Cavalcanti, Villa-Lobos e Anita Malfatti e obras de Victor Brecheret.

Publicada pela editora Companhia das Letras, "1922 - A Semana que Não Terminou" abrange mais de 20 anos de história --da virada do século a 1923-- para criar um panorama de causas e consequências dos três dias de festivais. Além de vasta bibliografia e entrevistas com pesquisadores --Antonio Candido, Augusto de Campos e Aracy Amaral--, o autor ouviu depoimentos gravados de alguns dos participantes da Semana de 22.

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"1922 - A Semana que Não Terminou"
Autor: Marcos Augusto Gonçalves
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 376
Quanto: R$ 39,00 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

 
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