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07/03/2012 - 16h00

'Anjos e Safados no Holocausto' explica como jeitinho brasileiro salvou vidas

da Livraria da Folha
Texto baseado em informações fornecidas pela editora da obra

Com a ascensão do regime nazista na Alemanha, a única maneira de continuar vivo ou livre dos guetos e campos de concentração era procurar exílio em outro país, em alguns casos, em outro continente.

Divulgação
Livro relata a ação da diplomacia durante a perseguição aos judeus
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Nesse cenário, a América Latina acenava como o paraíso tropical onde o dinheiro valia mais do que qualquer ideologia antissemita ou embargos diplomáticos. Foi assim que a já famosa corrupção desta parte do mundo atraiu a atenção dos perseguidos que podiam pagar pelo passaporte.

"Anjos e Safados no Holocausto", de Roberto Lopes, relata esquemas de fraudes e vendas de passaportes, uma verdadeira indústria sustentada pelo desespero e pelo sofrimento de um sem número de perseguidos por Hitler.

Como o próprio título do livro sugere, a história não foi feita apenas de safados, estelionatários e aproveitadores. Alguns embaixadores e funcionários de consulados desempenharam papel fundamental na retirada de judeus da Europa sem exigir sua contraparte financeira.

O autor dedica parte do volume ao casal Aracy Moebius de Carvalho e João Guimarães Rosa --funcionários do consulado do Brasil em Hamburgo-- e ao cônsul Murilo Martins de Souza e ao vice-cônsul Roberto de Castro Brandão, pessoas que agiram de boa fé.

Guimarães Rosa, já na década de 1960, comentou seu papel em socorro aos judeus da seguinte forma: "Um diplomata é um sonhador e por isso pude exercer bem essa profissão. O diplomata acredita que pode remediar o que os políticos arruínam. Por isso agi daquela forma e não de outra."

O historiador Roberto Lopes, que também assina "Missão no Reich" e "Rede de Intrigas", é pesquisador associado ao Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP e foi correspondente de Guerra na África e no Oriente Médio.

 
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