Saltar para o conteúdo principal
 
31/05/2012 - 11h30

Ilustre ciumento da literatura ganha versão em HQ

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

Bentinho, de "Dom Casmurro", encarna as características de um ciumento patológico como nenhum outro na literatura brasileira. O clássico, escrito por Machado de Assis (1839-1908), não deixa claro se a sua amada, Capitu, o traiu. Provas circunstanciais e acusações feitas pelo narrador que se diz enganado, entre outros detalhes, impedem o julgamento.

Divulgação
Nesta HQ, o leitor é enredado no turbilhão das memórias de Bentinho
Nesta HQ, o leitor é enredado no turbilhão das memórias de Bentinho

Siga a Livraria da Folha no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
Livro explica como "Dom Casmurro" se tornou um clássico
Monte sua estante com obras de Machado de Assis

Deixar que o leitor decida --ou continue em dúvida-- se o personagem foi traído é um dos desafios de uma adaptação desse texto para os quadrinhos. Qualquer imagem pode definir se a moça realmente é culpada ou inocente de adultério.

Ivan Jaf, responsável pela adaptação, e Rodrigo Rosa, incumbido de dar forma aos "olhos de ressaca" de Capitu, enfrentaram essa dificuldade para produzir "Dom Casmurro", parte da coleção "Clássicos Brasileiros em HQ", série publicada pela editora Ática.

Em entrevista à Livraria da Folha, contaram como foi realizar o trabalho. Ivan defendeu a necessidade de se manter escondido o rosto do menino, visto por Bentinho como fruto do amor infiel, e não induzir a uma conclusão que o autor não desejava na obra original.

Divulgação/Ática
Imagem da adaptação de "Dom Casmurro" para HQ
Imagem da adaptação de "Dom Casmurro" para HQ

Ivan

As descrições físicas dadas por Machado de Assis e uma "carga interior que o artista tem que ter" foram as diretrizes seguidas pelo ilustrador para transpor os personagens aos quadrinhos. Ouça.

Rodrigo

Divulgação/Ática

Neto de escravos alforriados, pobre, epiléptico e sem frequentar regularmente a escola, Joaquim Maria Machado de Assis começou a publicar poemas aos 15 anos. Autor de "O Alienista", "Quincas Borba" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", fundou a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1897. O escritor morreu em sua casa, na rua Cosme Velho, no Rio, em 1908.

A nova versão de "Dom Casmurro" não tem a intenção de substituir o romance publicado em 1899, mas auxiliar novos leitores a dar os primeiros passos nos clássicos da literatura.

Divulgação/Ática
Imagem da adaptação de "Dom Casmurro" para HQ
Imagem da adaptação de "Dom Casmurro" para HQ
 
Voltar ao topo da página