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27/07/2012 - 19h30

Atletas injetam urina na bexiga para escapar do antidoping

da Livraria da Folha

O quão longe um atleta pode ir para escapar do controle antidoping --e, também, da fama de usuário de substâncias ilícitas? Segundo o tabloide "News of the World", a empresa de marketing que agencia o nadador Michael Phelps teria oferecido um "acordo extraordinário" para que a revelação de que ele usou maconha em uma festa não fosse publicada. O norte-americano seria "colunista" do tabloide por três anos, apresentaria eventos do "News of the World" e traria seus patrocinadores para anunciar no jornal.

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Verdadeira ou não, a tentativa de ocultar o doping tem precedentes no esporte. Um exemplo bizarro aconteceu antes da Olimpíada de 1988, quando o halterofilista canadense Jacques Demers injetou urina de uma outra pessoa em sua própria bexiga para escapar do exame antidoping --uma prática que foi registrada outras vezes desde então.

Abaixo, leia trecho do "Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos" e conheça outros casos de doping.

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CURIOSIDADES

  • Foi no Canadá, em 1967, numa prova de ciclismo, que estrearam os testes antidoping oficialmente no esporte amador. No mesmo ano, a comissão médica do COI instituiu um índex de substâncias proibidas.
  • Na Olimpíada de Roma, em 1960, o ciclista dinamarquês Knut Jensen morreu durante a prova de perseguição por equipes. O laudo falava em "insolação", mas a autópsia constatou que ele havia ingerido grandes doses de anfetaminas.
  • A nadadora da ex-Alemanha Oriental Kristiane Knacke, medalha de bronze nos 100 metros borboleta, levou oito anos para perder 15 quilos de musculatura gerada por anabolizantes. Sua filha, nascida dois anos depois de ela ter deixado as piscinas, apresenta graves problemas hormonais.
  • Um quarto dos participantes do Pentatlo Moderno em Munique usou calmantes antes da prova de tiro. O Valium e o Librium eram proibidos pela Federação Internacional da modalidade, mas não pelo COI. Resultado: ninguém foi desclassificado.
  • O arremessador de discos húngaro Janos Farago morreu em 1984, aos 38 anos, por causa de câncer e inflamação renal provocados por anabolizantes.
  • Antes dos Jogos de Seul, o halterofilista canadense Jacques Demers chegou a injetar urina alheia na própria bexiga para tentar escapar do exame antidoping. Demers tinha sido preso em 1983 por contrabando de esteróides, mas foi perdoado e levou a prata em Los Angeles. Depois, continuou a usar e a comercializar as substâncias proibidas. Pego em Seul, foi banido do esporte.
  • A alemã Birgit Dressel passou do 33º ao 6º lugar no ranking mundial de heptaplo em um ano. Em 1987, aos 26 anos, ela foi hospitalizada às pressas e morreu no mesmo dia. Birgit tinha passado seis anos tomando mais de 400 injeções de diversos produtos dopantes.
  • Em 1991, a velocista alemã Katrin Krabbe estava treinando na África do Sul quando recebeu a visita de uma médica da Federação Internacional de Atletismo para colher a sua urina. O laboratório descobriu que o material tinha sido adulterado. Não foi detectada nenhuma droga, mas verificou-se que a urina de Katrin era idêntica à de outras duas corredoras que forneceram amostras no mesmo dia. A adulteração de material é punida com a mesma severidade de um caso de doping.
  • Antes mesmo do início da competição, o velocista inglês Jason Livingston e dois levantadores de peso da equipe britânica foram desligados da Olimpíada de Barcelona, em 1992. Os três atletas sofreram a punição quando se soube do resultado positivo dos exames de doping realizados no início de julho, ainda na Inglaterra, durante o período final de treinamento para os Jogos. A droga usada por Livinsgton chamava-se Methandianone, um medicamento da família dos esteróides anabolizantes.

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"O Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos"
Autor: Marcelo Duarte
Editora: Panda Books
Páginas: 292
Quanto: R$ 12,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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