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08/08/2012 - 16h30

PCC agora mata no 'varejo'; ouça repórter policial

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

Fundado em agosto de 1993, o PCC (Primeiro Comando da Capital) ganhou notoriedade nacional com os ataques de maio de 2006. No fim do mesmo mês, o número oficial de mortos chegou a 493. A onda de violência e pânico que marcou a história da cidade parece prestes a se repetir. Ao menos no "varejo", conforme relata o repórter policial Josmar Jozino, os crimes acontecem.

Divulgação
Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em São Paulo
Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em SP

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Leia trecho de "Folha Explica: Violência Urbana"

Em seu livro recém-publicado, "Xeque-Mate: O Tribunal do Crime e os Letais Boinas Pretas", Jozino descreve o cenário atual da segurança pública de São Paulo: uma guerra urbana entre policiais e bandidos.

Além de ônibus queimados --que marcaram os ataques de seis anos atrás--, policiais assassinados como represália à ação da Polícia Militar, principalmente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), e mortes que levantam suspeitas de execuções, se destacaram no noticiário das últimas semanas.

Entrevistado em 2010, José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública, disse que a polícia não tinha ciência da organização dos cabeças do crime por não estarem devidamente monitorados.

Segundo o repórter, a Polícia Militar sabia da influência crime organizado, pelo menos, desde 2002, durante a gestão de Marco Vinicio Petrelluzzi. Em entrevista à Livraria da Folha, lembrou do caso da Castelinho, fruto de uma operação promovida exatamente com essa intenção.

Audio 1

Para Jozino, o problema começa quando a polícia militar --que deveria cuidar do patrulhamento-- passa a exercer a função destinada à Polícia Civil, ou seja, a investigação criminal. Na mesma conversa, aposta que a saída para essa situação seria a unificação das polícias. Ouça.

Audio 2

O jornalista, considerado um especialista na facção criminosa PCC, também assina "Casadas com o Crime", um retrato dos presídios brasileiros e finalista do Prêmio Jabuti 2009 na categoria de livro-reportagem, e "Cobras e Lagartos", edição sobre o partido do crime, ganhou menção honrosa no Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2005. Atualmente, escreve para o "Agora São Paulo", do Grupo Folha.

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"Xeque-Mate"
Autor: Josmar Jozino
Editora: Letras do Brasil
Páginas: 282
Quanto: R$ 33,00 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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