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01/10/2012 - 13h39

Leia trecho de 'Você É Inteligente o Bastante para Trabalhar no Google?'

da Livraria da Folha

Com o longo subtítulo "Questões Impossíveis e Enigmas Lógicos Insanos Usados nas Entrevistas das Maiores Empresas do Mundo", "Você É Inteligente o Bastante para Trabalhar no Google?" apresenta desafios ardilosos e divertidos mesmo para quem não pretende se candidatar a uma vaga no Google.

O livro, escrito por William Poundstone, colaborador do jornal " New York Times", ajuda a aguçar o raciocínio e a desenvolver o pensamento criativo. Abaixo, leia um trecho do lançamento.

*

1. Em desvantagem no Googleplex
O que é preciso para ser contratado por uma companhia hiperseletiva

JIM ESTAVA SENTADO NO SAGUÃO do Building 44 do Google em Mountain View, Califórnia, cercado por meia dúzia de outras pessoas em diferentes estados de estupor. Todas tinham os olhos estupidamente fixados no mais tolo, mais viciante de todos os programas de TV. É o quadro de buscas ao vivo do Google, a lista que não para de rolar dos termos de busca que as pessoas estão fazendo nesse mesmo instante. Olhar o quadro é como forçar a fechadura do diário do mundo e depois se arrepender. Por um instante, os desejos e anseios íntimos de alguém em Nova Orleans, Hyderabad ou Edimburgo são transmitidos para uma seleta audiência de voyeurs nos saguões do Google - a maioria deles pessoas na casa dos vinte e dos trinta anos à espera de uma entrevista de emprego.

Divulgação
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Jim sabia que suas chances eram mínimas. Um milhão de pessoas estavam se candidatando a empregos no Google por ano. Estimava-se que cerca de 1 em 130 candidaturas resultava num emprego. Em comparação, em torno de 1 entre 14 estudantes secundaristas que se candidatam a Harvard é aceito. Como em Harvard, os candidatos ao Google têm de transpor alguns obstáculos consideráveis.

O primeiro entrevistador de Jim chegou atrasado e suado: tinha ido de bicicleta para o trabalho. Começou com algumas perguntas polidas sobre o histórico profissional do candidato. O rapaz explicou com sofreguidão sua curta carreira. O entrevistador não olhou para ele. Estava teclando em seu laptop, tomando notas.

"A próxima pergunta que vou fazer", disse ele, "é um pouquinho inusitada."

Você foi reduzido à altura de uma moeda de cinco centavos de dólar e jogado num liquidificador. Sua massa foi reduzida de tal maneira que sua densidade é a mesma de sempre. As lâminas entrarão em movimento em sessenta segundos. O que você faz?

O entrevistador levantara os olhos do laptop e ria como um maníaco com um brinquedo novo.

"Eu tiraria as moedas do meu bolso e as jogaria no motor do liquidificador para emperrá-lo", disse Jim.

O entrevistador voltou a teclar. "A parte interna de um liquidificador é hermeticamente fechada", ele rebateu, com o ar de alguém que já ouvira aquilo antes. "Se você pudesse jogar moedas no mecanismo, sua vitamina penetraria nele."

"Certo hum eu tiraria o cinto e a camisa, então. Rasgaria a camisa em tiras para fazer uma corda, com o cinto também, talvez. Depois amarraria meus sapatos na ponta da corda e usaria isso como um laço"

Tecladas furiosas.

"Laço não é a palavra", Jim retomou. "Como se chamam aquelas coisas que os vaqueiros argentinos jogam? É uma espécie de peso na ponta de uma corda."

Nenhuma resposta. Agora Jim sente que sua ideia foi pouco convincente, mas apesar disso sente-se compelido a completá-la. "Eu jogaria os pesos sobre a borda do copo do liquidificador. Depois escaparia escalando a corda."

"Os 'pesos' são apenas os seus sapatos", objetou o entrevistador. "Como eles aguentariam o peso do seu corpo? Você pesa mais do que os seus sapatos."

Jim não sabia. Aquilo não tinha fim. O entrevistador se entusiasmara de repente pelo assunto. Começou a levantar objeções triviais, uma a uma.

Ele não tinha certeza de que a camisa de Jim - que teria encolhido como o resto dele - poderia ser transformada numa corda longa o suficiente para ir além da borda de um liquidificador. Depois que Jim chegasse ao topo do copo - se conseguisse chegar lá -, como iria descer? Poderia ele realisticamente fazer uma corda em sessenta segundos?

Jim não entendia muito bem onde uma palavra como realístico entrava naquela história. O sujeito falava como se o Google possuísse um raio redutor e estivesse planejando experimentá-lo na semana seguinte.

"Foi um prazer conhecê-lo", disse o entrevistador, estendendo a mão ainda úmida.

*

"Você É Inteligente o Bastante para Trabalhar no Google?"
Autor: Willian Poundstone
Editora: Zahar
Páginas: 260
Quanto: R$ 35,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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