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19/08/2014 - 15h50

Políticos negam mordomias e não recebem salário

da Livraria da Folha

Sem motoristas ou privilégios alfandegários. Presentes de empresários, auxílio-paletó, recessos remunerados e verbas para gasolina e para assessores simplesmente não existem. Nas Assembleias regionais, 94% dos escolhidos pelo povo não são remunerados. Portanto, nada de 14º e 15º salário. Assim vivem os políticos na Suécia.

Divulgação
Na capa, ministro das Relações Exteriores da Suécia a caminho do trabalho
Na capa, ministro das Relações Exteriores a caminho do trabalho

A jornalista Claudia Wallin relata em "Um País sem Excelências e Mordomias" algo que parece fruto da imaginação de Tomás Morus.

"Nestas longínquas comarcas, mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho", escreve Wallin de Estocolmo.

Lá, os políticos não têm privilégios de uma elite cercada de bajuladores. Segundo a autora, a sociedade atingiu um patamar invejável de igualdade, transparência e educação.

A maior parte daqueles que assumem cargo eletivo, salvo aposentados e estudantes, trabalham como qualquer outro indivíduo. Quem não conhece aquele país pode pensar que o excesso de trabalho prejudica a administração pública.

"Os gabinetes parlamentares são espartanos e diminutos", conta. "Sem verbas indenizatórias para alugar escritório nas bases eleitorais, deputados suecos usam a própria casa, a sede local do partido ou a biblioteca pública para trabalhar".

Wallin, jornalista radicada na Suécia desde 2003, é mestre em estudos sobre a Rússia e o Leste Europeu pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

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UM PAÍS SEM EXCELÊNCIAS E MORDOMIAS
AUTOR Claudia Wallin
EDITORA Geração
QUANTO R$ 34,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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