Saltar para o conteúdo principal
 
24/10/2014 - 16h31

Bolcheviques guardaram restos de Lênin para ressuscitá-lo no futuro

da Livraria da Folha

Os "construtores de deuses", segmento bolchevique que acreditava que um dia a tecnologia poderia ressuscitar líderes revolucionários, guardavam restos mortais na União Soviética. A Comissão da Imortalização, como ficou conhecida, era formada por uma equipe de notáveis dedicados a preservar o corpo de Vladimir Lênin (1870-1924) para que ele voltasse à vida no futuro.

Enquanto isso na Inglaterra, o psiquismo defendia que era possível se comunicar com os mortos por meio da "correspondência cruzada". Depois de décadas de produção de textos supostamente psicografados, eles concluíram que eram parte de um experimento feito por cientistas que trabalhavam em outro plano de existência.

Divulgação
Diversas tentativas do homem de tentar provar que existe vida após a morte
Diversas tentativas do homem de tentar provar a vida após a morte

"Na Rússia, assim como na Grã-Bretanha, a ciência era usada como uma forma de não aceitar a lição de Darwin de que os seres humanos são animais", escreve John Gray no livro "A Busca pela Imortalidade".

"Tanto os construtores de deuses como os pesquisadores do psiquismo acreditavam que os seres humanos contassem com potenciais para além do que eram reconhecidos pela ciência da época", diz. "Mas o fato é que a investigação científica do fenômeno paranormal falhou ao não revelar os novos potenciais humanos com que eles sonhavam".

O significado da vida e o que acontece com a alma após a morte do corpo eram domínios da religião. Com a ascensão da visão científica e materialista de mundo, principalmente depois de Darwin, Freud e Marx, o homem se viu como um mero ser biológico, sem nenhum papel essencial no universo.

O que parecia ser o início do reinado da razão e da aceitação da morte como o verdadeiro fim, deu lugar a uma busca obsessiva pela imortalidade e pela prova cientificamente de que existia algo reservado para a humanidade no além-túmulo.

Essa obsessão resultou nas mais diversas tentativas, experimentos e ideologias para burlar a morte e substituir a função da religião. "A Busca pela Imortalidade" é o resultado da pesquisa de Gray sobre o assunto. "Não existe uma tradição científica clara, intocada pelos caprichos da fé".

Autor de "Missa Negra", "Al-Qaeda e o que Significa Ser Moderno", "Cachorros de Palha" e "Falso Amanhecer: Os Equívocos do Capitalismo Global", Gray foi professor de pensamento europeu na London School of Economics, professor de política me Oxford e professor-visitante em Yale e Harvard.

*

A BUSCA PELA IMORTALIDADE
AUTOR John Gray
EDITORA Record
QUANTO R$ 37,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

-

 
Voltar ao topo da página