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05/02/2015 - 15h33

Biografia do mulato que inspirou 'O Conde de Monte Cristo' chega ao Brasil

da Livraria da Folha

Vencedor dos prêmios Pulitzer e PEN/Jacqueline Bograd Weld na categoria biografia, em 2013, "O Conde Negro", livro que narra a história do homem que inspirou a criação de Edmond Dantès, de "O Conde de Monte Cristo", chega ao Brasil.

Alex Dumas, um cavaleiro mulato do século 18 quase desconhecido neste milênio, também foi fundamental na concepção dos personagens de "Os Três Mosqueteiros" e de suas características heroicas. Ambos os títulos, "O Conde de Monte Cristo" e "Os Três Mosqueteiros", foram escritos por Alexandre Dumas, filho de Alex.

Divulgação
Alex Dumas, um destemido cavaleiro mulato, era pai de Alexandre, o romancista
Alex Dumas, um cavaleiro mulato, era pai de Alexandre, o romancista

Filho do marquês de la Pailleterie, um aristocrata de reputação duvidosa, e da escrava negra Marie Cessette Dumas, Alex Dumas nasceu na colônia francesa de Saint-Domingue, em 1762.

O marquês vendeu o próprio filho ainda criança para pagar a viagem de volta à França. Ele retornou meses depois e levou o garoto para a Europa. Lá, no auge da Revolução Francesa, Alex comandou mais de 50 mil homens.

Tom Reiss, autor da biografia, se fundamentou em cartas, relatórios militares e o diário escrito pelo próprio Alex Dumas. Reiss também assina "O Orientalista", título finalista do prêmio Samuel Johnson na categoria história, em 2006.

Abaixo, leia trecho de "O Conde Negro".

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Alexandre Antoine Davy de la Pailleterie - pai do futuro Alex Dumas - nasceu em 26 de fevereiro de 1714, na província normanda de Caux, uma região verdejante de fazendas de laticínios que fica no alto de grandes falésias de giz na costa noroeste da França. Um pedaço de papel rabiscado na época declara que foi batizado "sem nenhuma cerimônia, em casa, em virtude do perigo de morrer", sugerindo que estava enfermiço demais para correr o risco de ser levado à igreja local. Era o primogênito de uma família antiga, dona de um palacete, com dinheiro escasso e uma abundância de membros conspiradores, embora Antoine um dia viesse a superar eles todos.

O menino sobreviveu, mas no ano seguinte seu soberano, o rei Luís XIV, o rei Sol, morreu após 72 anos no trono. Em seu leito de morte, o velho rei aconselhou seu herdeiro, o bisneto de 5 anos de idade: "Amei demais a guerra, não me imites nisso, nem em meus hábitos de gastos excessivos." O pequeno menino supostamente balançou a cabeça com sinceridade. Mas seu reinado, como Luís XV, seria marcado por um ciclo de gastos e guerras tão extravagantemente dispendioso e improdutivo que traria vergonha não só a sua pessoa, como também à própria instituição da monarquia francesa.

Mas os hábitos dissolutos e beligerantes de seus monarcas não conseguiram deter a França. De fato, a "Grande Nação" estava prestes a iniciar a era dos filósofos, o Iluminismo, e tudo o que lhe seguiria. Os franceses estavam prontos para sacudir o mundo em sua passagem à idade moderna. Antes que pudessem fazer isso, porém, eles precisariam de dinheiro. Muito dinheiro.

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O CONDE NEGRO
AUTOR Tom Reiss
EDITORA Objetiva
QUANTO R$ 43,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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