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18/03/2015 - 20h09

Traduções equivocadas e chavões prejudicaram a obra de Freud

da Livraria da Folha

Poucos teóricos causaram tanto impacto nas conversas cotidianas quanto Sigmund Freud (1856-1939). Complexo de Édipo, ego, superego e recalque, entre outros, se tornaram parte do vocabulário popular. "Freud explica".

Muitos conhecem, mas poucos leram um dos livros do Mestre de Viena. Dentre aqueles que leram, um número ainda menor conhece a obra completa de Freud. A corruptela de algumas ideias, portanto, é esperada.

"A maioria de nós veio a conhecer as ideias de Freud por meio da cultura informal", escreve Beverley Clack em "Freud no Divã: Uma Introdução Crítica ao Pai da Psicanálise". "A imagem de Freud é reconhecida de imediato".

Divulgação
 Clack investiga a razão pela qual o pensamento de Freud ainda é pertinente
Beverley Clack investiga a razão pela qual Freud ainda é pertinente

Segundo Clack, o trabalho do pai da psicanálise também foi prejudicado por traduções equivocadas, chavões e interpretações errôneas. No livro, ela pede aos leitores que deixem de lado ideias preexistentes a respeito de Freud.

"Um exemplo", diz. "É frequente que Freud seja descrito como alguém com um excesso de interesse pelo sexo; e como veremos, ele escreveu muito sobre o tema. No entanto, ele também trata da morte".

"Começamos a ter alguma ideia da criatividade da abordagem de Freud ao examinarmos de que modo desdobramentos importantes do seu pensamento surgiram a partir do pano de fundo de sua vida".

Clack é professora de filosofia da religião na Universidade de Oxford Brookes. Publicado pela WMF Martins Fontes, "Freud no Divã" chega ao Brasil com tradução de Waldéa Barcellos.

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FREUD NO DIVÃ
AUTOR Beverley Clack
EDITORA WMF Martins Fontes
QUANTO R$ 29,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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