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17/08/2015 - 15h42

'O Mundo de Anne Frank' contextualiza história da menina judia para novas gerações

da Livraria da Folha

Em julho de 1942, Anne Frank e sua família se esconderam no Anexo Secreto. O lugar, que ainda não estava pronto para receber moradores, estava cheio de caixas, e imediatamente todos começaram a trabalhar e fazer cortinas para que os vizinhos não pudessem vê-los do lado de fora.

No Anexo Secreto, além da família Frank, viviam quatro outros judeus: Hermann e Auguste van Pels com seu filho, Peter, e Fritz Pfeffer. Quatro dos empregados de Otto Frank ajudaram todos a se esconder. O que se seguiu foi uma vida marcada pelo medo da descoberta e uma série de desentendimentos causados por oito pessoas vivendo em um espaço tão aperto, sem a possibilidade de visitar o mundo exterior.

Divulgação
Livro apresenta história da menina que se mantém até hoje como um dos principais símbolos contra o horror nazista
Livro apresenta história da menina que se mantém até hoje como um dos principais símbolos contra o horror nazista

Escrito pela jornalista Janny Van Der Molen, "O Mundo de Anne Frank" apresenta a história da menina que se mantém até hoje como um dos principais símbolos do horror do regime nazista.

Romanceado, o livro contextualiza a história para novas gerações, com ilustrações de Martijn van der Linden, e apresenta o mundo de Anne desde seu nascimento, no dia 12 de junho de 1929, até a sua morte, em 12 de março de 1945.

No capítulo "O Esconderijo Secreto", a autora descreve como, duas semanas após o aniversário de Anne, surgiu o boato de que todos os judeus seriam levados para campos de trabalho na Alemanha. Naquela época, a maioria das pessoas não sabia que os campos seriam palco de assassinatos em massa, e aquelas que já tinham ouvido rumores não sabiam dizer se aquilo realmente era verdade.

"Outros estavam desconfiados e temiam não retornar dos campos [...] Não fazia sentido: por que convocariam também os idosos, as crianças, as pessoas doentes e deficientes? Como seriam capazes de trabalhar? O que fariam nesses campos", escreve a autora.

O capítulo mostra como a família Frank se refugiou no escritório de Otto Frank e descreve como todos precisaram tomar cuidados extras para não serem descobertos. Usar a água e a descarga só poderia ser feito quando os funcionários estivessem no prédio, para que os trabalhadores do armazém vizinho não estranhassem. As cortinas precisavam ficar fechadas dia e noite e era necessário sussurrar e usar pantufas durante o dia para que ninguém desconfiasse da presença deles.

"A Morte de Anne" descreve os últimos dias da menina judia. Anne, sua família e os demais moradores do Anexo foram deportados, embarcando no último trem que partiria de Westerbork para Auschwitz. Após alguns meses, Anne e Margot foram separadas dos pais e levadas para Bergen-Belsen, um campo na Alemanha.

"No entanto, as vidas de Margot e Anne ficaram cada vez mais sombrias. Como muitos prisioneiros, Margot adoeceu. Ficou muito doente. E Anne também. Contraíram tifoide, uma doença infecciosa transmitida por piolhos. Tinham febre e calor um dia, enquanto tremiam de frio no outro. [...] Olhavam uma para a outra, mas será que ainda se reconheciam?".

Para escrever o livro, cuja pesquisa foi feita com o apoio da Fundação Anne Frank, a autora visitou a casa da família Frank na Alemanha, o esconderijo usado entre 1942 e 1944 em Amsterdã, hoje transformado em museu, e os campos de concentração de Westerbork, Auschwitz e Bergen-Belsen.

Janny van der Molen é jornalista, escritora e teóloga. Nascida na Holanda, ela trabalhou na área de comunicação por muitos anos e agora se dedica a escrever livros infantis.

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O MUNDO DE ANNE FRANK
AUTOR Janny Van Der Molen
EDITORA Rocco Jovens Leitores
QUANTO R$ 29,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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