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06/03/2017 - 12h30

Benjamin Moser reflete sobre o Brasil em livro de ensaios

da Livraria da Folha

Divulgação
Como tradutor e biógrafo de Clarice Lispector, Benjamin Moser conviveu de perto com a cultura brasileira
Como tradutor e biógrafo de Clarice Lispector, Benjamin Moser conviveu longamente com a cultura brasileira

Em "Autoimperialismo", Benjamin Moser apresenta três ensaios que versam sobre as estruturas sociais brasileiras.

Norte-americano e autor de "Clarice,", a biografia de Clarice Lispector que se transformou em best-seller no Brasil e no exterior, Moser desfaz a visão comumente difundida sobre a arquitetura moderna brasileira e as realizações que dela descendem.

Tendo convivido longamente com a cultura do Brasil, o autor observa que a construção do país se rege por um conceito que ele denomina "Autoimperialismo", título que dá ao primeiro ensaio do livro.

No ensaio "A Pornografia dos Bandeirantes" ele destaca que desde as bandeiras, o Brasil tem se dedicado a conquistar-se a si mesmo, de maneira tão predatória quanto a que adotaria um invasor estrangeiro.

O autor avalia também o impacto disto em termos urbanísticos, cuja atitude se manifesta em momentos como a construção da avenida Rio Branco, que arrasou boa parte do Rio de Janeiro antigo nas reformas do prefeito Pereira Passos, e se repete no loteamento descuidado e regido pelo capital das grandes cidades como São Paulo e chega ao ápice na construção de Brasília.

E é sobre a fundação de Brasília um dos textos da obra, publicada pela editora Crítica. Em "Cemitério da Esperança", Moser analisa os aspectos autoritários por trás dos monumentos brasilienses, lançando um olhar crítico raramente destinado às realizações de Oscar Niemeyer.

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AUTOIMPERIALISMO
AUTOR Benjamin Moser
EDITORA Crítica
QUANTO R$ 17,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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