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03/07/2011 - 12h00

Relembre o impeachment e o governo Collor

da Livraria da Folha

Em consequência do processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados, no dia 2 de outubro de 1992, Fernando Collor foi afastado da presidência. Sua renúncia só aconteceu em 29 de dezembro do mesmo ano. O governo do primeiro presidente eleito depois de tantos anos de ditadura militar durou pouco.

Matuiti Mayezo/Folha Imagem
Multidão com faixas e cartazes durante manifestação para o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 25.08.1992. Matuiti Mayezo/Folha Imagem. Negativo: 10153.92)
Multidão durante manifestação para o impeachment de Collor, em São Paulo (SP)

Filho do político Arnon de Mello (1911-1983), Fernando Affonso Collor de Mello nasceu no dia 12 de agosto de 1949, no Rio. Collor entrou na política como prefeito de Maceió, filiado à Arena (Aliança Renovadora Nacional), em 1979. Foi eleito deputado federal, em 1982, e, quatro anos mais tarde, ganhou a eleição para governador de Alagoas, já no PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Na última gestão recebeu o apelido de "caçador de marajás", graças a um programa de combate aos salários milionários de funcionários públicos.

Rejeitado por outros partidos, candidatou-se à presidência pelo extinto PRN (Partido da Reconstrução Nacional), em 1989. Com uma surpreendente votação no primeiro turno, Collor passou para o segundo tendo como adversário o "assustador" candidato da esquerda.

Segundo o livro "Brasil: uma História" (LeYa, 2010), "o temor das classes média e alta de uma eventual vitória de Lula no segundo turno forneceu animo redobrado a Collor nos momentos decisivos de uma campanha acirrada que polarizou a nação."

Quando assumiu o cargo, tomou medidas impopulares. O Plano Collor, criado para conter a inflação, bloqueou as contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. Denúncias de corrupção e uma série de declarações desastrosas --como "penso muito durante meus momentos de solidez" ou "a cachorra é um ser humano, e eu não hesitei", frases atribuídas ao ex-ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri-- colaboraram para o desgaste da imagem do governo.

Sérgio Lima/Folhapress
Texto: BRASÍLIA, DF, BRASIL, 03-12-2009, 12h20:e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) durante reunião na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, em Brasília (DF). (Foto: Sérgio Lima/Folha Imagem)
Fernando Collor (PTB-AL) durante reunião do Senado
Arte
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Mas foi Pedro Collor, irmão do então presidente, que denunciou o caso de corrupção e tráfico de influência que envolvia Paulo César Cavalcante Farias (1945 - 1996), tesoureiro da campanha presidencial. A acusação provocou a CPI e comoção nacional.

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