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07/11/2010 - 19h19

Contribuições italianas na cultura brasileira ganham análise em livro

da Livraria da Folha

Reprodução
Obra resgata herança cultural dos imigrantes italianos no Brasil
Obra resgata herança cultural dos imigrantes italianos no Brasil

Não são somente as pizzas, massas e os berros (amigáveis) na mesa do jantar que o povo brasileiro herdou dos italianos imigrantes. Entre as marcantes características, outras influências culturais mantêm um elo ainda hoje, principalmente em nossa língua.

"Non ti Scordar di Me", da professora Lilian Manes de Oliveira analisa a presença de italianismos no português do Brasil. Para isso, a autora viaja no tempo e lembra dos acontecimentos em terras italianas que levaram às grandes imigrações para o Brasil, e consequentemente, às trocas que ocorreram nos campos da música, literatura e culinária. Os estudos, claro, acompanham o desenvolvimento e trocas de palavras lidas nos livros, ouvidas nas canções e nos nomes de ingredientes e receitas.

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"O trabalho teve como proposta elencar os italianismos vigentes no português do Brasil, na sua modalidade escrita, estabelecendo um elo entre língua e cultura nacionais. Desenvolveu-se a partir desse elo e tentou traçar um roteiro da presença dos italianos no Brasil e a sua influência cultural", escreve.

Leia trecho.

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A imigração constituiu um dos fatores mais importantes das mudanças socioeconômicas que afetaram o Brasil a partir do século XIX. Os imigrantes buscavam trabalho e ascensão social. Esse movimento diminuiu a partir da Primeira Guerra Mundial.

No período 1887-1900, os italianos formavam o grupo mais expressivo, com 35,5% do total. Concentraram-se principalmente em São Paulo e Rio Grande do Sul, mas sua origem se alterou. No século XIX, predominaram os italianos do Norte; no século XX, os do Sul - principalmente calabreses e napolitanos.

Como vulto a destacar no Segundo Reinado, surge a imperatriz Teresa Cristina, esposa do imperador D. Pedro II. Napolitana, Princesa das Duas Sicílias, aqui chegou, aos 21 anos, para ser a Imperatriz do Brasil. Não quis somente atrair os compatriotas do reino de Nápoles, mas também todos os da península, como comprova a vinda para o Rio Grande do Sul de habitantes de Concórdia e Modena, no final do século XIX.

Por causa da febre amarela, pararam no Rio de Janeiro e fundaram a cidade de Porto Real, vizinha a Barra Mansa. A cidade fluminense de Teresópolis (Cidade de Teresa) a homenageia em sua denominação. (...)

De fundamental importância foi a migração italiana para o cultivo do café. Entretanto esse entrou em crise, por volta de 1900, e ela diminuiu consideravelmente.

Aliou-se ao fator já citado o decreto Prinetti, medida que levava o nome do ministro das Relações Exteriores da Itália, decisão que proibia o incentivo da imigração para o Brasil, motivada pela queixa dos italianos e respectivos cônsules em relação à situação que o País lhe oferecia.

Concorreu também para tal queda a melhoria da situação socioeconômica italiana. De 1901 a 1930, o contingente caiu para 26%.

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"Non ti Scordar di Me"
Autora: Lilian Manes de Oliveira
Editora: Annablume
Páginas: 240
Quanto: R$ 34 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

 
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