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13/11/2011 - 19h00

Rainha do Egito, Hatshepsut aparece na lista dos maiores líderes da história

da Livraria da Folha

Hatshepsut (aprox. 1509-1469 a.C.) foi a primeira rainha e uma das grandes faraós do Egito. Em um período relativamente pacífico e de importante expansão comercial, ela mandou construir obeliscos, em Karnak, e enviou missões de reconhecimento para o Mar Vermelho.

Divulgação
Livro apresenta o impacto que alguns líderes tiveram no mundo
Livro apresenta o impacto que alguns líderes tiveram no mundo

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Por suas habilidades, que --mais de três milênios após seu desaparecimento-- ainda são conhecidas e admiradas, a monarca entrou para a lista dos maiores chefes que o mundo já viu.

Em "100 Grandes Líderes", título que apresenta o rol das pessoas mais influentes e poderosas, a egípcia aparece como uma construtora mais ambiciosa e visionária que seus predecessores.

Dividido em homens de estado, líderes religiosos, reformadores, libertadores nacionais, revolucionários, exploradores e industriais, o livro foi escrito por Brian Mooney, jornalista e professor de história e línguas modernas no Magdalen College, em Oxford.

Leia, abaixo, um trecho do volume sobre a rainha egípcia.

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Estadistas

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DESDE OS PRINCÍPIOS MAIS REMOTOS, as mulheres no Egito eram vistas com grande consideração. No início da 18ª Dinastia, havia uma enorme tendência matriarcal. Hatshepsut era a filha do grande guerreiro e rei Tutmés I. Seu meio-irmão, Tutmés II, sucedeu Tutmés I depois que seus outros irmãos morreram prematuramente. Os bustos retratados mostram Tutmés II como sendo um dócil e submisso rapaz, ao passo que Hatshepsut, vários anos mais velha que ele, mostra uma cabeça ereta, nariz arrojado e aquilino, boca firme e com o queixo se projetando de forma considerável, ostentando um ar de vigor e determinação. Ela se casou com seu meio-irmão, reduzindo-o a um zero à esquerda, e tornou-se a pessoa mais influente no governo.

Divulgação/Madras
Mais de três milênios depois, suas habilidades ainda são admiradas
Mais de três milênios depois, suas habilidades ainda são admiradas

Depois de apenas alguns anos, seu reino unificado terminou com o assassinato de Tutmés II, provavelmente por uma conspiração. Hatshepsut logo se tornaria a regente de seu filho, Tutmés III, gerado por uma mulher do harém e, enquanto ele servia como sacerdote do deus Amon, ela assumiria o controle do trono e seria aceita como faraó.

Nas inscrições em seus monumentos, as designações de masculino e feminino da sua personalidade são alternadas. Ela é tanto o filho como a filha de Amon, o deus do reino. Estátuas e relevos mostram-na com uma barba falsa e com trajes masculinos. Apesar das formas masculinas e femininas serem intrincadamente misturadas, na maioria das vezes os pronomes pessoais e possessivos referentes a ela são femininos, com ocasionais expressões de causar perplexidade, tais como "Sua Majestade ela mesma".

Como faraó, o reinado de Hatshepsut foi longamente pacífico e isso contribuiu para que ela realizasse grandes planos de comércio exterior. Sua expedição que desceu o Mar Vermelho até a região do Punt (provavelmente a atual Somália) pode ser comparada com as grandes viagens ultramarinas da época da Europa renascentista. Seu belo templo mortuário avarandado, em Deir el-Bahri, apresenta relevos que exibem essa expedição. É raro encontrar qualquer evento único na história antiga que tenha sido tão bem ilustrado como a expedição de Hatshepsut. As várias fases foram registradas, desde o agrupamento da frota na costa do Mar Vermelho até o retorno triunfante à capital Tebas.

Cinco enormes navios para a jornada foram construídos em partes e transportados por via terrestre, sendo montados na costa do Mar Vermelho. Um dos objetivos principais da expedição era obter árvores aromáticas; elas cresciam apenas no sudoeste da Arábia e na Somália. Observando os relevos no templo em Deir el-Bahri, que mostram cabanas redondas em palafitas acessadas por escadas com coqueirais e árvores aromáticas, olíbanos e mirras, além de um fértil rio com uma grande variedade de peixes, dá para se supor que Punt é a Somália. As ilustrações também exibem girafas, hipopótamos, macacos e cães. A expedição foi recebida pelo príncipe de Punt, Parehu, e sua obesa e corcunda esposa, Eti.

A liberdade de comércio foi estabelecida. As mercadorias egípcias foram trocadas por 31 árvores aromáticas vivas, sacos de resina para incenso, ouro, prata, marfim, ébano, canela, cosméticos, macacos, babuínos, cães, escravos e peles de leopardo. A rainha de Punt e vários chefes acompanharam a expedição de volta ao Egito. A chegada em Tebas foi um grande dia de gala. Hatshepsut ofereceu os produtos a Amon, e as árvores aromáticas foram plantadas na entrada do seu templo em Deir el-Bahri.

O ambicioso programa de construção de Hatshepsut foi muito além do de seus predecessores. Ela construiu em todo o Egito, indo até a Núbia. Tebas foi a cidade que recebeu os maiores cuidados. O templo em Deir el-Bahri era chamado de "Santo dos Santos" e considerado como a declaração mais completa em forma material erguida por Hatshepsut sobre seu reinado. Ela ergueu uma tumba para si mesma no Vale dos Reis, à medida que o Templo de Amon era ampliado.

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"100 Grandes Líderes"
Autor: Brian Mooney
Editora: Madras
Páginas: 416
Quanto: R$ 42,90 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

 
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