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09/12/2010 - 21h06

Piotr Kropotkin apostava na arte como elemento transformador da história

da Livraria da Folha

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O russo Piotr Kropotkin (1842-1921), geógrafo, escritor e pensador anarquista, considerava que os artistas eram uma peça fundamental para o sucesso de qualquer revolução social. As bandas punks, do fim da década de 1970 ao início dos anos 1980, são exemplos desse engajamento político.

Segundo Allan Antliff, autor de "Anarquia e Arte", "desde os primórdios do anarquismo europeu no século 19, as artes têm sido parte integrante do movimento, como indicado pela disposição de Pierre-Joseph Proudhon, na década de 1860, em escrever um livro inteiro em defesa do artista anarquista Gustave Courbet."

Divulgação
Análise da filosofia que está na origem do espírito libertário
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Em "Antologia do Teatro Anarquista", Maria Tereza Vargas reuniu três peças do movimento dramatúrgico libertário: "O Semeador", do farmacêutico autodidata Avelino Fóscolo; "A Bandeira Proletária", do alfaiate Marino Spagnolo; "Uma Mulher Diferente", do sapateiro Pedro Catallo. Todas foram encenadas longe do glamour dos palcos convencionais e produzidas por pequenos comerciantes e operários de fabricas.

Para entender as origens e desdobramentos desse pensamento político, "História do Anarquismo" apresenta o primeiro quadro histórico completo dos anarquismos ocidentais.

O volume avalia a participação dos anarquistas na Revolução Russa, na guerra de Espanha e nos atentados em França na Belle-Èpoque, sem esquecer dos fundadores teóricos mais importantes, como Proudhon (1809- 1865), Stirner (1806- 1856), Bakunin (1814- 1876) e Malatesta (1853- 1932).

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