Saltar para o conteúdo principal
 
25/03/2012 - 14h00

Biografia de conquistador macedônio conta origem da dinastia de Cleópatra

da Livraria da Folha

Divulgação
Livro conta a história da construção do império macedônio
Relata as origens da dominação e os objetivos do imperador

Alexandre, filho do rei Filipe 2º da Macedônia, construiu um dos maiores impérios da antiguidade, ficou famoso por ser um eficiente estrategista militar e entrou para a história com o epíteto de "o Grande".

Siga a Livraria da Folha no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
Visite a estante dedicada às ciências humanas

Desde a infância demonstrou interesse pelas artes da guerra. Aos 13 anos iniciou seus estudos com Aristóteles, importante filósofo grego. Com 20 anos assumiu o trono macedônio, após seu pai ter sido assassinado.

Quando morreu, aos 33, havia conquistado um território sem precedentes. Cleópatra foi a última regente da dinastia de Ptolomeu, homem que governou o Egito após a conquista de Alexandre.

A biografia de bolso "Alexandre, o Grande" (L&PM Pocket, 2010), escrita pelo professor da história Pierre Briant, conta as origens da dominação, os objetivos do imperador, a natureza e a importância das resistências que enfrentou. Suas decisões ainda superam os manuais modernos de estratégia.

Publicado pela editora L&PM e traduzido por Rejane Janowitzer, o volume faz parte da coleção "Encyclopaedia". Leia, abaixo, um trecho do livro.

*

INTRODUÇÃO

ALEXANDRE ANTES DO DESEMBARQUE NA ÁSIA MENOR (356 A.C.-334 A.C.)

Alexandre nasceu em julho de 356 a.C., em Pella, capital do reino macedônio, da união entre a princesa Olímpia, filha do rei dos molossos, e de Felipe II, rei da Macedônia após a morte do rei Pérdicas, em 359 a.C. Muito foi escrito sobre a herança psicológica de Alexandre, mas quem pode dizer o que no seu temperamento ele deve aos pais? Seu primeiro mestre foi um parente de Olímpia, Leônidas, que tinha sob sua direção uma coorte de preceptores. Mas os métodos brutais de Leônidas não tiveram o sucesso esperado. Então Felipe recorreu a Aristóteles, que abrira uma escola em Mitilene de Lesbos, depois de passar algum tempo com o tirano Hérmias de Atarneia, na Ásia Menor. Aristóteles foi durante três anos (343-340 a.C.) o preceptor de Alexandre e de outros colegas da sua idade, em Mieza. Lamentavelmente, é arriscado determinar a influência que Aristóteles teve sobre Alexandre; parece, contudo, que vários autores modernos tenderam a superestimá-la. É provável, como destacou U. Wilcken, que Aristóteles tenha posto Alexandre em contato próximo com a cultura grega, mas também é preciso não esquecer que a corte macedônia já era aberta aos artistas gregos há várias gerações. Alexandre tinha verdadeira paixão pelos grandes monumentos da literatura grega, especialmente pela Ilíada.

Alexandre muito cedo foi associado ao poder e às responsabilidades de seu pai. Em 340 a.C., ao partir para uma expedição contra Bizâncio, Felipe confiou a Alexandre, então com a idade de dezesseis anos, a direção do reino, tomando o cuidado de cercá-lo de conselheiros experientes. O jovem príncipe teve também oportunidade de conduzir sozinho uma campanha contra os temíveis trácios, e de fundar uma colônia militar (Alexandrópolis); durante a famosa batalha de Queroneia (338 a.C.), que colocou em lados opostos os macedônios e os gregos, ele dirigiu a cavalaria do flanco esquerdo (o flanco ofensivo); depois da batalha, ele foi enviado (em companhia de Antípatro) em embaixada para Atenas, para levar as cinzas dos atenienses mortos no campo de batalha.

Contudo, as boas relações entre Felipe e Alexandre se romperam quando, em 337 a.C., Felipe repudiou Olímpia e se casou com Cleópatra, uma princesa macedônia. Alexandre exilou-se com a mãe no Épiro. A reconciliação ocorreu rapidamente, graças à intervenção de Demarato de Corinto. Outra desavença, menos grave, separou pai e filho quando Felipe quis propor Arridaio (meio-irmão de Alexandre) para marido da filha da dinasta de Cária; Alexandre, inquieto, fez intrigas secretas junto ao dinasta. O episódio levou ao banimento de alguns dos melhores amigos de Alexandre, considerados maus conselheiros (Nearco, Harpalo, Ptolomeu...).

No verão de 336 a.C., acontecia em Aigai o casamento de Cleópatra (filha de Felipe e de Olímpia, então reconciliados) e Alexandre, príncipe da família dos molossos. Um nobre macedônio, Pausânias aproveitou para apunhalar Felipe em pleno teatro. Numerosas discussões ocorreram nos tempos antigos e em nossos dias para saber se Pausânias agira sozinho, ou se fora instigado por Olímpia, pela corte aquemênida ou mesmo por Alexandre. A tese da culpa de Alexandre continua a ser frequentemente sustentada. Mas, é preciso constatar, nenhum texto ou raciocínio consegue exibir provas irrefutáveis; principalmente porque não fica claro o que Alexandre teria a ganhar com isso. Afinal, a conduta de Felipe não mostrava que ele pretendia fazer de Alexandre seu sucessor? Entretanto, não se pode excluir que, também motivado por ressentimento pessoal, o gesto de Pausânias mostraria dissensões entre Felipe e algumas famílias nobres.

*

"Alexandre, o Grande"
Autor: Pierre Briant
Editora: L&PM Pocket
Páginas: 128
Quanto: R$ 10,20 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
Voltar ao topo da página