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29/06/2011 - 19h00

"Filosofia não disputa mercado com autoajuda"; ouça professor

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

Nas últimas décadas, livros de filosofia têm se aproximado da vida cotidiana e de problemas considerados --até pouco tempo atrás-- vulgares ou indignos. Exemplares como "Aprender a Viver", escrito pelo polêmico francês Luc Ferry, são comuns. Os títulos, os textos e as capas parecem adentrar, cada vez mais, no reino da autoajuda.

Porém, essa "nova roupagem" da filosofia não é tão inédita quanto se pensa. "Aprender a viver, aprender a não mais temer em vão as diferentes faces da morte, ou, simplesmente, a superar a banalidade da vida cotidiana, o tédio, o tempo que passa, já era o principal objetivo das escolas da antiguidade", explica Ferry.

Procurado pela Livraria da Folha, o professor Paulo Ghiraldelli Jr., autor de "Filosofia, Amores & Companhia", lembrou que a imagem técnica do discurso filosófico faz parte de uma tradição moderna e acadêmica. A filosofia pode aparecer em forma de poesia, diálogo, aforismo, ensaio ou em um simples bate-papo, além de não restringir assunto.

Arquivo Pessoal
Ghiraldelli é autor de mais de 50 livros sobre educação e filosofia
Ghiraldelli é autor de mais de 50 livros sobre educação e filosofia

Em entrevista, Ghiraldelli falou do distanciamento entre os gêneros, "os lugares, os leitores e o consumo são de ordem bastante diferente, inclusive a vendagem. Não há comparação entre a venda de um livro de autoajuda, que vende milhões, e os livros de filosofia, que, por mais que vendam, não garantem a sobrevida de um autor."

Audio 1

Com mais de 50 títulos publicados e responsável pela coleção "Filosofia em Pílulas", o filósofo acaba de lançar o segundo volume de "A Aventura da Filosofia".

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