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14/07/2011 - 20h00

Teologia se tornou dependente de ídolos do pensamento

da Livraria da Folha

Divulgação
Pondé nos coloca diante das questões da maior instituição religiosa do Brasil
Pondé nos coloca diante das questões da instituição religiosa

Com a tentativa de se modernizar, o cristianismo buscou o dialogo com os pensadores mais influentes de nosso tempo, como Marx, Nietzsche e Freud. Contudo, a teologia católica acabou por se submeter e perdeu sua autonomia secular.

Segundo Luiz Felipe Pondé, teólogos passaram a "pedir a benção" de ídolos do pensamento. O problema é que, em grande parte, teóricos contemporâneos são contrários à fé e aos dogmas religiosos.

"Resumindo: depois de Marx, um religioso é um alienado, explorado por um clero a serviço da elite, que detém os meios de produção; depois de Nietzsche, um religioso é um covarde; depois de Freud, um religioso é um retardado", sintetiza Pondé --com sua habitual sutileza-- no livro "O Catolicismo Hoje".

O livro, parte da coleção "Para Entender", reflete sobre conflitos ideológicos, como o avanço do direito dos homossexuais, islamismo e o papel da mulher, e examina como acusações de pedofilia atingem a imagem dos sacerdotes.

Pondé, que participou da Flip deste ano, é doutor em filosofia pela USP (Universidade de São Paulo) e pela Université de Paris 8, colunista da Folha e professor de ciência da religião.

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