Emprego na indústria cai pelo 15º mês e fecha 2012 negativo em 1,4%
O fraco desempenho da indústria no ano passado, em meio à concorrência externa e os estoques em alta, afetou o nível de ocupação no setor.
Produção industrial cai em nove de 14 locais pesquisados
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Produção industrial cai 2,7% em 2012
O emprego nas fábricas fechou 2012 com uma retração de 1,4% e interrompeu o resultado positivo dos últimos dois anos --1%, em 2011 e 3,4% em 2010. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira.
Em dezembro, o nível de ocupação no setor produtivo chegou à 15ª retração (-1,3%) seguida na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em relação a novembro, o recuo foi de 0,2%.
A indústria brasileira enfrentou em 2012 seu pior ano desde a crise de 2009. A produção caiu 2,7% apesar dos esforços do governo para garantir o ritmo nas fábricas, como a redução do IPI para veículos e linha branca.
Concorrência com produtos importados, dificuldades para exportar e estoques elevados contribuíram para o resultado e reforçaram a apatia do empresariado em investir.
A previsão é de uma melhora na produção neste ano na esteira de menor volume de itens nos armazéns e um cenário externo mais favorável. Analistas esperam crescimento próximo a 3%.
REGIÕES
No ano passado, 12 dos 14 locais pesquisados pelo instituto tiveram desempenho negativo. Entre os setores, 14 dos 18 apurados no levantamento também foram afetados.
O Nordeste, com queda de 2,7%, registrou a retração mais acentuadas entre as regiões. Em seguida ficaram São Paulo (-2,6%) e Bahia (-2,6%) e o Ceará (-2,5%). Paraná (2,2%) e Minas Gerais (0,8%) foram os únicos locais com variação positiva.
| Edson Silva-14-nov.2012/Folhapress | ||
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| Operários na linha de produção de calçados, em Franca(SP); setor teve uma das piores quedas no emprego |
A retração foi mais intensa na indústria de vestuário, que registrou recuo de 8,9%. Os setores de madeira (-8%), calçados e couro (-6,2%) e têxtil (-5,9%) também exercerão pressão sobre o índice geral.
Os destaques positivos vieram da indústria de alimentos e bebidas (3,9%), extrativa (3,8%) e de máquinas e equipamentos (1,1%).
HORAS
Com queda em 14 dos 18 setores pesquisados, o número de horas pagas recuou 1,9% no acumulado do ano passado, segundo o IBGE.
Já o valor da folha de pagamento real avançou em 15 dos 18 setores monitorados pelo instituo e fechou 2012 com crescimento de 4,3%.
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